Foco da Usiminas em 2015 será o mercado interno

Presidente diz que hoje a estratégia é redução de custos

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Aposta. 
Rômel de Souza tem perspectiva de fechar no “azul”, depois de prejuízo de R$ 117 milhões
Luis Silva
Aposta. Rômel de Souza tem perspectiva de fechar no “azul”, depois de prejuízo de R$ 117 milhões

Apesar da valorização do dólar frente ao real, o que poderia estimular as vendas para o exterior, o foco da Usiminas – maior produtora de ações planos do país – será o mercado doméstico, segundo o novo presidente da siderúrgica Rômel de Souza. “A nossa estratégia será a redução de custos, que envolve conhecimento e eficiência, o que é bem diferente de corte de gastos, que significa deixar de fazer alguma coisa”, frisou.  

Para o dirigente, é possível fazer mais, utilizando a mesma quantidade de um determinado insumo. “Se eu acerto a largura do aço, descarto menos. Logo, melhoro o rendimento da empresa”, observa.

De acordo com ele, o mercado brasileiro representa de 80% a 85% dos negócios. “Mantemos um canal de exportação, só que só vale a pena exportar quando há margem, o que, no momento, é propiciado pelo mercado norte-americano, que está com os preços melhores”, diz.

Apesar de cerca de 40% do custo da Usiminas ser operado em dólar, a cotação alta da moeda norte-americana vai ajudar nos negócios, segundo Souza, no sentido que reduz a importação de aço, em especial, do chinês.

Além da redução dos custos, para ganhar da concorrência e vender no mercado nacional, a empresa está apostando em aços de maior valor agregado, com maior conteúdo tecnológico. “Temos aços resistentes a abrasão, que ninguém faz no Brasil”, diz.

Depois de ter registrado prejuízo líquido de R$117 milhões no quarto trimestre de 2014, no balanço divulgado na última quarta-feira, a perspectiva do presidente da companhia é fechar 2015 no “azul”. “Todos os nossos esforços serão nesse sentido. Vamos nos diferenciar por oferecer um produto de qualidade, além da eficiência no atendimento ao cliente”, ressaltou.

O presidente da companhia afirmou que é possível reverter o prejuízo, que foi fruto de vários fatores, entre eles a fraca demanda por aço no mercado interno e da derrocada dos preços do minério de ferro.

Ainda assim, considerando os doze meses de 2014, o lucro foi de R$ 208 milhões – doze vezes mais que os R$ 17 milhões de 2013, grande parte do resultado positivo foi fruto da venda do excedente de energia elétrica ao mercado.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave