João Pinheiro deve adotar Enem

Desde a mudança de governo, em janeiro, ex-alunos, estudantes e servidores da FJP temiam que alterações na estrutura da instituição pudessem afetar ou até extinguir a Escola de Governo

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

O governo de Minas estuda adotar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como primeira etapa para o ingresso na Escola de Governo da Fundação João Pinheiro (FJP). A instituição deve manter a segunda etapa – com provas abertas de matemática, história e redação – no modelo atual.

Oitenta alunos ingressam, por ano, no curso de graduação em administração pública da Escola de Governo (EG), que dura quatro anos. O governo de Minas paga um salário mínimo mensal aos alunos como ajuda de custo. Após a formatura, os administradores públicos ingressam na carreira do Estado sob regime de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG). Hoje, o salário inicial para esses servidores gira em torno de R$ 4.000.

Desde a mudança de governo, em janeiro, ex-alunos, estudantes e servidores da FJP temiam que alterações na estrutura da instituição pudessem afetar ou até extinguir a Escola de Governo. Outra preocupação era que, com as mudanças, os alunos não ingressassem mais na estrutura do Estado como funcionários públicos.

A diretora geral da Escola de Governo, professora Letícia Godinho, por meio de nota encaminhada pela assessoria de imprensa da FJP, afirma que o objetivo de adotar o Enem como primeira etapa no processo de seleção tem o objetivo de “democratizar e ampliar o acesso dos estudantes ao curso de administração pública”. Na nota, a professora rechaçou, ainda, qualquer alteração “no ingresso dos EPPGGs nos quadros do Poder Executivo estadual”.

Para democratizar o acesso à segunda etapa, a FJP ainda estuda ampliar o período de isenção da taxa de inscrição e conceder algum tipo de auxílio a estudantes que vivem fora de Belo Horizonte e que venham à capital fazer a segunda etapa. 

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