Sem inspiração

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Sempre que eu vou escrever uma crônica, ela já está, na realidade, escrita na minha cabeça. O tema sempre é inspirado em algo que vejo ou escuto: algum filme ou seriado, algo que um amigo disse, um acontecimento que me marca, algum assunto relevante na mídia... Geralmente fico pensando naquilo por uns dias, acertando direitinho meu ponto de vista, e, quando chega a hora de colocar no papel, só preciso escolher a melhor ordem dos parágrafos e bolar um título bacana. Então hoje eu comecei o tal processo de escanear mentalmente o que daria um bom texto. Último filme assistido: “Caminhos da Floresta” – interessante, mas um pouco cansativo... Dei três estrelas. Nada que renderia mais de dois parágrafos. Seriados vistos na semana: “Glee” – tão triste saber que está chegando ao fim que nem tenho vontade de comentar a respeito. “Modern Family” – morri de rir, mas sem nenhuma lição mais profunda, a não ser que assistir vale muito a pena para ficar mais leve depois de um dia estressante. Já que os filmes e seriados não me ajudaram, vamos ver então se alguma conversa recente me marcou... Na quarta me encontrei com um grupo de amigas em um restaurante japonês. Por mais que eu tente, só consigo me lembrar dos sushis e saquês que consumimos. Acho que os assuntos foram aqueles de sempre: compras, amores, trabalho, fofocas, o que você tem feito, o que você não tem feito... Na quinta encontrei outras amigas em uma pizzaria. Desta vez só o que me vem à cabeça são as empanadas e o vinho. Acho que tenho que parar de consumir bebidas alcoólicas nesses encontros se quiser me lembrar de assuntos para as crônicas! Na sexta teve o churrasco de aniversário de uns amigos. Listei tudo que aconteceu lá: – Tinha uma menina que ficava implorando para eu comprar uns colares que ela estava vendendo, mesmo que eu tivesse explicado 20 vezes que o único colar que eu uso é o que o meu noivo me deu; – Eu estava preocupada com o horário, porque tinha mais dois aniversários para ir; – Minha amiga ficou insistindo para que eu criasse um Snapchat, e eu respondi que não estou tendo tempo nem para as redes sociais que já tenho, mas que, se isso era muito importante pra ela, eu criaria; – Lá pelas tantas me entregaram um violão, e todo mundo cantou muito; – Tive que ir embora cedo, meio chateada, porque eu realmente queria ficar mais. Fui para os outros aniversários. No da minha tia, todo mundo comeu tanto que nem deu pra conversar, é falta de educação falar de boca cheia... E no do meu amigo, o único assunto era o Carnaval, tema sobre o qual eu já discorri em outros textos. No tempo livre eu só escrevi, escrevi, escrevi... e descansei, porque, como já dizia Rita Lee, nada melhor do que não fazer nada… E nada também de crônica por enquanto. Dei uma olhada nos noticiários, para ver se algum assunto renderia umas linhas: impeachment, desastres aéreos, “Big Brother”, crise hídrica, assaltos, sequestros, aquecimento global… Sinceramente? Desisto. Hoje não vai ter crônica. Voltem daqui a uma semana, que prometo que terei mais assunto! Acho que hoje estou meio sem inspiração...

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