“Estamos enganando as crianças”

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

Um brinquedo não deve ser usado para substituir uma pessoa, segundo a psicóloga e psicopedagoga Ana Cássia Maturano. Para ela, a ideia de a Barbie funcionar como “espiã” para os pais saberem o que os filhos estão falando é considerada preocupante.

“Não tenho nada contra o brinquedo, mas, se os pais estão precisando de um brinquedo para mediar a relação com o filho, temos um alerta. Se as crianças estão pedindo pessoas para conversar, talvez seja preciso investir mais na convivência em família. Acho que os pais poderiam pular essa etapa do brinquedo e conversar diretamente com as crianças”, critica.

Para a psicóloga, as famílias estão fazendo, cada vez mais, as crianças interagirem com jogos eletrônicos ditos ultramodernos, e a interação real, “de pele e osso”, tem ficado de lado. “Estamos cada vez mais enganando as crianças e, introduzindo mundo virtual e não real, com amigos e convivência”, afirma Ana Cássia. 

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