Gogoro Smartscooter aposta em eficiência e simplicidade

De olho na mobilidade urbana, empresa de Taiwan apresenta scooter elétrica que não necessita de recarga

iG Minas Gerais | Raphael Panaro |

Gogoro Smartscooter
PR NEWSWIRE/Gogoro/Divulgação
Gogoro Smartscooter

Em menor escala, as marcas de motocicletas seguiram a tendência das fabricantes de automóveis ao investir no conceito do “ecologicamente correto”. No mundo das duas rodas, a proposta adotada foi majoritariamente em modelos elétricos. Claro que, entre as motos, a oferta de produtos “verdes” é infinitamente menor que nos carros. Porém, em ambos os setores, as empresas que investem seu tempo e dinheiro nesse ramo enfrentam alguns problemas, como a pequena autonomia e o recarregamento demorado. Mas na última edição da Consumer Electronic Show – a CES – a mais importante feira de tecnologia para o consumidor, que aconteceu em janeiro em Las Vegas, nos EUA, uma start-up de Taiwan mostrou ao mundo uma nova solução para esses obstáculos. Trata-se do Smartscooter.

O sistema de recarga é o grande diferencial do scooter. É uma ideia simples, mas muito eficaz. A empresa propõe que os proprietários do modelo troquem as baterias em pontos específicos da cidade e não carreguem seu veículo em casa ou fiquem parados durante algumas horas nas estações. As chamadas GoStations terão um painel de baterias já carregadas. Espalhadas pelas cidades, as GoStations terão um sistema de localização bem conectado ao mundo atual. Um aplicativo de celular, feito pela própria Gogoro, rastreia todas as “máquinas de abastecimento” que estarão espalhadas pela cidade. No app ainda é possível fazer um diagnóstico completo em tempo real e saber tudo que acontece no scooter – graças aos 55 sensores presentes na moto –, como nível de energia, falhas em algum componente, mudar as cores no painel e até reservar baterias com antecedência para não correr o risco de chegar à estação e encontrar o painel vazio. O Smartscooter de visual leve e futurista até promete conexão 24 horas com a internet.

Propulsão

Para mover o Smartscooter, a Gogoro instalou um motor elétrico síncrono de 6.400 watts com refrigeração líquida. Chamado de G1, o propulsor é capaz de gerar 8,6 cv de potência a 3.250 rpm, além de 2,5 kgfm de torque máximo disponível a 2.250 rotações. Sem dar bola para o desempenho, o scooter acelera de zero a 50 km/h em 4,2 segundos e alcança uma velocidade máxima de 95 km/h. O motor se liga à roda traseira por meio de uma correia dentada.

De acordo com a empresa taiwanesa, a autonomia fica em 100 km andando a uma velocidade de 40 km/h. Porém, como o nome já diz, o scooter é inteligente, e tudo é voltado para otimizar a eficiência. O modelo ainda possui um sistema regenerativo, que reutiliza a energia perdida em cada acionamento dos freios e transforma em carga útil para as baterias. Tecnologia presente já em alguns automóveis, inclusive.

Construção

Assim como outras scooters, o modelo da Gogoro não tem túnel central. As rodas trazem um sistema de monofixação, que simplifica a troca dos pneus. O design, com aspecto minimalista, dá ao modelo um visual limpo, simples e harmonioso. Luzes de LEDs, que estão presentes na rabeta traseira e no escudo frontal, dão toques futuristas. Produto é voltado para consumidores de diferentes perfis.

Procedimento

A Gogoro estima que o procedimento reposição das baterias do Smartscooter demore apenas 6 segundos – menos do que trocar as pilhas do controle remoto de uma televisão. Isso porque o modelo traz duas baterias desenvolvidas pela Panasonic, que ficam instaladas verticalmente no modelo, facilitam o manuseio e, consequentemente, agilizam a reposição.

Aposta

Fundada em 2011 por Horace Luke, que já trabalhou em conjunto com a marca de smartphones HTC e também com a Microsoft, a taiwanesa Gogoro Inc. recebeu um aporte de US$ 100 milhões, e Luke viu nas motocicletas elétricas uma “brecha” para investir em novas tecnologias. O Smartscooter é o mais recente fruto dessa empreitada. 

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