Campeonato de trekking abre temporada para crianças da AMR

Ação faz parte do projeto “Superando as Diferenças Através do Esporte”

iG Minas Gerais | Da Redação |

Crianças da AMR participaram do circuito pela primeira vez em 2011
Divulgação/AMR
Crianças da AMR participaram do circuito pela primeira vez em 2011

O ano de 2015 será movimentado para as crianças e adolescentes da Associação Mineira de Reabilitação (AMR). Ao longo dos meses, meninos e meninas com idade entre 4 e 17 anos participarão de uma série de atividades previstas no projeto “Superando as Diferenças Através do Esporte” e outros eventos para potencializar a qualidade do tratamento ortopédico que recebem na entidade. Neste domingo, o campeonato de trekking abrirá a temporada de atividades, em Belo Horizonte.

Ao todo serão 11 fases, divididas durante o ano, que contarão com cinco crianças (sendo duas cadeirantes) e dois monitores para ajudá-las a completar o percurso – elaborado de acordo com as limitações dos meninos. O objetivo é cumprir um dos lemas da instituição: reabilitar para incluir. A iniciativa será financiada pelo Programa de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/Pcd), do Ministério da Saúde.

O projeto complementará o trabalho já desenvolvido pelo setor de Esporteterapia da AMR. A ideia é estimular 200 crianças à prática rotineira de atividades rítmicas e jogos adaptados de handebol e basquete e bocha paralímpica. A ação envolverá ainda a participação de uma equipe da entidade numa categoria especial do Circuito Mineiro de Trekking e a realização da I Copa do Mundo da associação.   O projeto “Superando as Diferenças Através do Esporte” pretende oferecer ainda às crianças sessões gratuitas de terapias com tecnologia assistiva (equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidos e aplicados para diminuir os problemas encontrados pelas pessoas com deficiências na execução das atividades); ceder órteses e equipamentos terapêuticos diversos e desenvolver um planejamento de atividades esportivas, de acordo com as características e necessidades dos pacientes. As atividades serão desenvolvidas para um público com perfil variado de doenças tais como: Paralisia Cerebral, Tetraplegia Espástica, Espinha Bífida Lombar, Espinha Bífida não especificada, Hemiplegia Infantil, Transtorno do Plexo, Distrofia Muscular, dentre outras.

Olímpiada e Copa do Mundo

Na segunda-feira, haverá o lançamento da I Olimpíada de Capoeira, promovida exclusivamente pelo núcleo de Esporteterapia da AMR. Para realizar as atividades, a instituição contratou um professor de Educação Física, que também trabalha e atua como capoeirista no Grupo IUNA de Capoeira Angola, para desenvolver uma metodologia de ensino adaptada às condições dos alunos com deficiência.

No mês de maio, a AMR dedicará os dias 5 e 7 para realizar a sua I Copa do Mundo. Cerca de 200 crianças serão divididas em três seleções para representar países, como Argentina, Chile e Uruguai. Os jogos terão duração de 20 minutos e contarão com material esportivo adaptado e uma metodologia própria. “Desenvolvemos as regras junto com os alunos, criamos o mascote, escolhemos as equipes e fizemos com que as crianças atuassem ativamente em todos os processos de elaboração da atividade”, conta o supervisor de Esporte da AMR, Guilherme Sette.   Esse evento faz parte do planejamento da Esporteterapia que busca recriar grandes competições mundiais no contexto do público atendido pela instituição. “Essa é uma forma de expandirmos os horizontes das crianças, ensinarmos a superar novos desafios e mostrarmos a elas que é possível participar de muitas atividades”, acrescenta Sette.    Segundo Márcia Castro, superintendente geral da AMR, a aprovação desse projeto junto ao governo federal foi uma grande conquista, pois reforça e apoia a prática esportiva como serviço complementar ao tratamento das crianças.

“A Esporteterapia é utilizada como instrumento do processo terapêutico de atendimento na AMR desde 2009 e vem contribuindo para o aumento das habilidades dos pacientes em atividades terapêuticas coletivas. Com as novas atividades propostas para este ano, tenho certeza que teremos importantes ganhos no desenvolvimento clínico das crianças. Todas as ações que estamos propondo foram pensadas para melhorar o convívio social dos meninos e meninas e promover uma reabilitação psicomotora com mais ludicidade”, afirma.

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