Chile nega acusações de ter promovido espionagem no Peru

A Chancelaria reafirmou, ainda, a vontade de continuar o processo de fortalecimento das relações bilaterais com o Peru

iG Minas Gerais | Folhapress |

Candidata venceu Piñera em 12 das 13 regiões do país
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O Chile negou nesta sexta-feira (20) ter promovido ações de espionagem no Peru, onde três oficiais da Marinha são investigados por supostamente terem repassado informações a agentes chilenos.

"Diante situação exposta no Peru acerca de uma investigação sobre espionagem, sobre a qual se pronunciaram as mais altas autoridades daquele país, o governo do Chile ressalta que não promove nem aceita ações de espionagem em outros Estados nem em seu próprio território", afirmou em comunicado o Ministério das Relações Exteriores do Chile.

A Chancelaria reafirmou, ainda, a vontade de continuar o processo de fortalecimento das relações bilaterais com o Peru.

Três oficiais da marinha peruana são investigados pela Justiça militar por supostamente terem sido pagos pelo Chile para repassarem informações, incluindo como dados sobre a indústria da pesca, entre 2006 e 2011, informou o canal peruano America TV na quarta-feira (18).

Dois dos oficiais estão presos desde outubro, após confessarem que foram contatados por supostos empresários de pesca italianos, que seriam, na verdade, agentes chilenos.

O ministro da defesa do Peru, Pedro Cateriano, afirmou nesta quinta-feira (19) que a confirmação da espionagem "seria um incidente muito grave e afetaria a relação bilateral entre Peru e Chile".

Em 2009, o Peru acusou um oficial da Força Aérea seria pago para espionar a serviço do Chile. À época, a acusação foi negada pelas autoridades chilenas.

DISPUTA TERRITORIAL

Peru e Chile buscam reforçar suas relações bilaterais após a solução de uma disputa territorial. No ano passado, o impasse foi julgado pela Corte Internacional de Justiça.

Na decisão, foi reconhecida a soberania do Peru sobre uma porção de território marítimo controlada desde 1950 pelo Chile e sobre uma área considerada até então como águas internacionais.

No total, o Peru ganhou controle sobre mais de 49 mil km² no oceano Pacífico, o equivalente a 32,6 vezes a cidade de São Paulo.

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