Governo de SP vai pedir a Cardozo veto à fabricação de dinamite

Uma força-tarefa foi criada entre as polícias e o Exército para fiscalizar as pedreiras na tentativa de evitar o desvio de detonadores e bananas de dinamite

iG Minas Gerais | Folhapress |

Ministro diz que empresas envolvidas na Lava Jato devem ser sanadas
Elza Fiuza/Agência Brasil
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Como medida para o combate a ataques a caixas eletrônicos, o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, afirmou nesta sexta-feira (20) que pedirá ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o veto à fabricação e à comercialização de bananas de dinamite.

Segundo o secretário, apenas 15% das pedreiras ainda usam o artefato, que acaba sendo desviado e empregado em furtos a caixas eletrônicos. O encontro com Cardozo será na próxima quarta-feira (25).

Uma força-tarefa foi criada entre as polícias e o Exército para fiscalizar as pedreiras na tentativa de evitar o desvio de detonadores e bananas de dinamite. "As equipes vão analisar os explosivos para verificar de qual pedreira saiu, de onde e quem foi o responsável", afirmou o secretário.

Moraes disse ainda que o transporte de explosivos deverá ser feito com escolta privada --a competência desse serviço é do Exército, que disse não ter efetivo suficiente.

Em casos justificáveis, disse Moraes, é possível obrigar a iniciativa privada a assumir a função. Reportagens de televisão mostraram que caminhões com explosivos são transportados sem nenhuma escolta.

O secretário se reuniu com o presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Murilo Portugal, e representantes do Exército e das Polícias Civil e Militar na manhã desta sexta para tratar do combate a ataques a caixas eletrônicos.

Segundo Moraes, os encontros passarão a ser mensais. Ele não informou quantos caixas foram atacados neste ano. Disse apenas que 17 pessoas foram presas.

MUDANÇA DE NORMA

Alexandre de Moraes propôs à Febraban um mecanismo que incinere as notas no momento do furto. Para isso, é preciso que o Banco Central ressarça aos bancos as notas que estejam completamente destruídas. Atualmente, os bancos são ressarcidos apenas quando há destruição de 51% da nota.

Para isso, o governo estadual quer que o BC faça uma alteração na norma que proíbe a destruição de papel moeda. Se a nota puder ser identificada, por exemplo com o uso de tintas irremovíveis, o governo quer que o banco seja ressarcido mesmo se ela tiver 100% destruída.

Outra medida aventada é a instalação de bomba de fumaça em todos os caixas eletrônicos em áreas de risco. Segundo Moraes, a fumaça dificultaria a ação dos criminosos e daria tempo de a polícia chegar. Além disso, a proposta do secretário inclui ainda a colocação de uma placa blindada mais curta que impede o arrombamento feito para instalar a dinamite.

A secretaria também afirmou que centralizará as informações e o georreferenciamento de todos os caixas eletrônicos para estabelecer as rotas nas áreas mais críticas. "Faremos uma reunião com cada banco, porque cada um tem a sua forma de monitoramento. Assim, todas as imagens serão repassadas on-line paro o Detecta na secretaria."

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