Gabriel Xavier tem o peso de substituir Ribeiro na Libertadores

Apoiador, de 21 anos, quer marcar seu nome na história do Cruzeiro e já chega com moral à Toca II

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

GABRIEL CRUZEIRO FOTO JOAO GODINHO
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GABRIEL CRUZEIRO FOTO JOAO GODINHO

Ele está com muita moral na Toca da Raposa II. Elogiado pelo presidente Gilvan de Pinho Tavares e apresentado ao lado de estrela da música brasileira. Aos 21 anos, Gabriel Xavier recebe o maior desafio de sua carreira até então. Ser um dos armadores da equipe bicampeã brasileira. A missão ainda tem um acréscimo de peso: substituir simplesmente Everton Ribeiro, ídolo da torcida e eleito por duas vezes o melhor jogador do Campeonato Brasileiro. Não será nada fácil, mas com personalidade, o jovem Gabriel se estabelece.

"Claro que vestir uma camisa de um bicampeão brasileiro é uma responsabilidade muito grande. O Everton Ribeiro veio de anos excelentes, agora eu quero mostrar o meu trabalho, colocar meu nome na história do Cruzeiro. Vou trabalhar humildemente para que isto aconteça", promete o jogador.

Dentro de campo, a ousadia, explosão e velocidade o acompanham, fora deles um certo acanhamento. "O Gabriel é um cara meio tímido, que está meio tenso aqui falando com vocês (jornalistas), mas que vai trabalhar muito para, se Deus quiser, trazer muita alegria ao torcedor cruzeirense", afirma.

Gabriel já pode perceber o salto na carreira. De uma campanha angustiante na Série B do Brasileiro do ano passado ao time bicampeão nacional. E se não bastasse o substancial aumento de responsabilidade, o que dizer de ter chance de disputar uma Copa Libertadores? Gabriel vai realizar este sonho. Ele é um dos jogadores presentes na lista de inscritos para a primeira fase do torneio internacional. E já tem até numeração. O meia vestirá a 18, camisa que no ano passado foi de Marcelo Moreno.

"Libertadores é um sonho, se Deus quiser vou trabalhar muito para conquistar meu espaço, para agradar o professor Marcelo e os companheiros", disse o meia canhoto, que aos poucos foi deixando a timidez de lado para colocar seu talento à disposição.

"Estou pronto para atuar na função que o professor Marcelo pedir, claro que o canhoto é uma perna trocada, dizem que é mais difícil de se marcar. Eu não acredito que isto vai dar um passo à frente dos meus companheiros, mas sim o meu trabalho", analisou.

"Acredito que o jogador brasileiro se diferencia na hora do improviso, treino muito isso. Estou com a cabeça tranquila, acredito que este possa ser meu ponto forte", concluiu Gabriel. 

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