Dilma diz que insistirá em correção de 4,5% na tabela do IR

Gesto é uma tentativa de evitar uma derrota no Legislativo caso os parlamentares decidam por derrubar um veto

iG Minas Gerais | Folhapress |

Wilson Dias/ABr
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A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (20) que insistirá na correção de 4,5% da tabela do Imposto de Renda da pessoa física ao enviar uma nova proposta de correção ao Congresso. Segundo a presidente, qualquer valor acima disso, como quer a oposição, será vetado.

O gesto é uma tentativa de evitar uma derrota no Legislativo caso os parlamentares decidam por derrubar um veto seu a uma proposta de reajuste de 6,5%, aprovada no ano passado e vetada por Dilma em janeiro.

"Eu tenho um compromisso e eu vou cumprir o meu compromisso que é 4,5%", disse Dilma nesta sexta (20) após cerimônia diplomática no Palácio do Planalto.

Questionada se vetaria uma eventual modificação promovida pelo Congresso novamente, a presidente foi taxativa. "Eu sinto muito. Nós não estamos vetando porque queremos. Estamos vetando porque não cabe no Orçamento. Nunca deixamos de esconder (sic) que era 4,5%. Já mandei por duas vezes e vou chegar a terceira vez. Mandei novamente e vetei. Vetei não porque não queira fazer, vetei porque não tem recursos para fazer", disse.

A correção da tabela em 4,5% foi promessa de campanha, mas a deterioração nas contas fez o Executivo reconsiderar, nos bastidores, a conveniência de aplicá-la.

No ano passado, o Congresso aprovou um reajuste maior, de 6,5%, valor mais compatível com a inflação calculada em 2014, de 6,41%. No entanto, Dilma vetou a medida em 20 de janeiro com o argumento de que a proposta levaria à renúncia fiscal na ordem de R$ 7 bilhões. Na época, o governo sinalizou que enviaria uma nova proposta de correção de 4,5% da tabela, o que corresponde à meta oficial de inflação, descumprida desde 2010.

Como a Folha de S.Paulo mostrou nesta sexta, o governo tentará sensibilizar na próxima semana sua base de apoio no Congresso argumentando que um reajuste maior, neste momento, fragilizaria o ajuste fiscal, esforço do governo para reduzir o gasto público.

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