Capacidade do Cantareira atinge 10% com ajuda do rio Piracicaba

Segundo balanço divulgado pela Sabesp nesta sexta-feira (20), o Cantareira avançou 0,5 ponto percentual em relação ao índice do dia anterior e opera com 10%

iG Minas Gerais | Folhapress |

Capacidade do Cantareira caiu em relação à última segunda-feira (5)
Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas
Capacidade do Cantareira caiu em relação à última segunda-feira (5)

Com a chuva na região da bacia do rio Piracicaba nos últimos dias, o sistema Cantareira, que abastece 6,2 milhões de pessoas na zona norte e partes das zonas leste, oeste, central e sul da capital paulista, ganhou fôlego e continua a ampliar a sua capacidade.

Segundo balanço divulgado pela Sabesp nesta sexta-feira (20), o Cantareira avançou 0,5 ponto percentual em relação ao índice do dia anterior e opera com 10% de sua capacidade -que já inclui a segunda cota do volume morto (água do fundo do reservatório que não era contabilizada).

Segundo as projeções do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e da Sabesp, o rodízio de água será evitado se as chuvas conseguirem elevar o nível do sistema Cantareira a um patamar entre 13% e 14% até o final de março e se as obras emergenciais previstas para elevar a capacidade dos reservatórios não atrasarem.

A principal obra para evitar um rodízio de água deve começar em março, segundo o tucano. Trata-se da interligação, por adutoras, entre os sistemas rio Grande, braço da represa Billings, e o Alto Tietê.

As águas produzidas pelo sistema são em sua grande maioria provenientes das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, regiões onde tem chovido bastante. Durante o período de seca, por exemplo, o rio Piracicaba, no interior de São Paulo, tinha baixo nível de água.

A chuva do Carnaval trouxe de volta uma cena que não era vista desde fevereiro de 2012. O rio Piracicaba subiu para 4,4 metros -com 4,7 metros, há risco de transbordamento. Em novembro, com baixa vazão, houve morte de peixes. Os rios afluentes, como o Jaguari e o Atibaia, também tiveram a vazão e o nível aumentados com as chuvas.

As chuvas de fevereiro têm ajudado a recuperar parte dos volumes dos seis reservatórios de água da Grande São Paulo. O sistema, porém, segue em situação crítica e teria de atingir um distante 20,3%, por exemplo, só para preencher duas reservas do fundo das represas (chamadas de volume morto) e voltar ao ponto zero de seu volume útil.

Alto Tietê

Já o nível do reservatório Alto Tietê, que também sofre as consequências da seca, opera com 17,8% de sua capacidade, após subir 0,6 ponto percentual em relação ao dia anterior. O sistema abastece 4,5 milhões de pessoas na região leste da capital paulista e Grande São Paulo. No dia 14 de dezembro, o Alto Tietê passou a contar com a adição do volume morto , que gerou um volume adicional de 39,5 milhões de metros cúbicos de água da represa Ponte Nova, em Salesópolis (a 97 km de São Paulo).

Demais sistemas

A represa de Guarapiranga, que fornece água para 5,2 milhões de pessoas nas zonas sul e sudeste da capital paulista, opera com 57,1% de sua capacidade, após subir 0,3 ponto percentual. Já o reservatório Alto de Cotia, que fornece água para 400 mil pessoas, opera com 36,6% de sua capacidade, depois de ter alta de 0,4 ponto percentual.

Já o sistema Rio Grande, que atende a 1,5 milhão de pessoas, opera com 83,9% de sua capacidade -o mesmo índice observado no dia anterior. O reservatório de Rio Claro, que atende a 1,5 milhão de pessoas, opera com 35% de sua capacidade depois de avançar 0,2 ponto percentual em relação ao dia anterior. A medição da Sabesp é feita diariamente e compreende um período de 24 horas: das 7h às 7h.

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