Marussia chega a acordo com credores e vai voltar à ativa

Escuderia vai sair do seu processo de intervenção judicial e poderá retomar suas atividades, mas não se sabe se poderá participar da temporada

iG Minas Gerais | AFP |

A Marussia não irá participar das duas últimas provas da F1: GP Brasil e de Abu Dhabi
Divulgação/ Facebook
A Marussia não irá participar das duas últimas provas da F1: GP Brasil e de Abu Dhabi

A escuderia de Fórmula 1 Marussia, que entrou em falência em outubro, vai sair do seu processo de intervenção judicial e poderá retomar suas atividades, informou nesta quinta-feira o administrador provisório FRP Advisory. A Marussia chegou a um acordo com os credores, por isso o administrador tem condição de "devolver o controle da empresa aos seus responsáveis", entre eles o inglês Graeme Lowdon, principal acionista desde a saída do russo Andrei Cheglakov, que mudou o nome da escuderia fundada em 201, quando era chamada de Virgin F1. "A reestruturação financeira está criando uma plataforma para que a empresa continua com seus planos de participar novamente o campeonato de Fórmula 1", acrescentou um dos administradores provisórios, Geoff Rowley. Um relatório detalhado divulgado no fim do ano de 2014 incluía uma lista de 200 credores, entre eles as escuderias Ferrari (motores, por 16 milhões de libras) e McLaren (concepção do chassi, por 10 milhões de libras). A dívida acumulada para o ano passado chegava a 60 milhões de libras. Ainda não se sabe se a Marussia poderá participar do próximo campeonato, que começa em março, na Austrália. Especula-se que o nome mude para 'Manor F1'. Além dos problemas financeiros, a Marussia viveu uma tragédia em outubro, quando o piloto francês Jules Bianchi sofreu um grave acidente no Grande Prêmio do Japão. Depois de ficar mais de um mês internado no Japão, Bianchi foi transferido para o hospital de Nice, onde mora sua família, mas continua lutando pela vida, em estado "crítico, mais estável".

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