Tailândia proíbe que estrangeiros recorram a barriga de aluguel

"A Tailândia e os úteros de suas mulheres não voltarão a ser um centro de comércio de barrigas de aluguel", afirmou o deputado

iG Minas Gerais | AFP |

Prisão. Mulheres pobres que se candidatam a ser barriga de aluguel passam até um ano isoladas e não chegam a conhecer os pais da criança
Sim Chi Yin/The New York Times
Prisão. Mulheres pobres que se candidatam a ser barriga de aluguel passam até um ano isoladas e não chegam a conhecer os pais da criança

A Tailândia aprovou uma nova lei que proíbe aos casais estrangeiros recorrer a uma barriga de aluguel tailandesa, uma prática comum no país que provocou vários escândalos nos últimos meses.

"A Tailândia e os úteros de suas mulheres não voltarão a ser um centro de comércio de barrigas de aluguel", afirmou o deputado Wallop Tungkananurak, após a votação da lei.

Com a nova lei, que entrará em vigor em junho, apenas os casais tailandesas ou com um de seus integrantes de nacionalidade tailandesa poderão recorrer às mães de aluguel.

Mas os casais terão que comprovar que não podem ter filhos e que não possuem parentes que possam gestar um bebê em seu lugar. A violação da lei pode provocar uma condenação a até 10 anos de prisão, segundo Wallop.

As barrigas de aluguel estão oficialmente proibidas e as autoridades fecharam várias clínicas após o caso, em agosto do ano passado, de um casal australiano que foi acusado de abandonar um dos gêmeos, gestado por uma tailandesa por 15.000 dólares, porque a criança tinha síndrome de Down.

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