Execução de australianos é adiada e medida pode beneficiar brasileiro

Governo indonésio decidiu adiar execução de Andrew Chan e Myuran Sukumaran, justificando motivos técnicos, segundo porta-voz

iG Minas Gerais | AFP |

(FILES) In this file photo taken on August 17, 2010, convicted Australian drug smugglers Myuran Sukumaran (L) and Andrew Chan (R) sit inside Kerobokan prison in Denpasar, Bali. Chan on death row in Indonesia has lost his appeal for presidential clemency, his final chance to avoid the firing squad, an official said on January 22, 2015, days after Jakarta executed five foreign drug offenders. Sukumaran's clemency appeal was rejected last month, and the attorney general had said authorities were waiting for the outcome of Chan's appeal. AFP PHOTO / FILES / SONNY TUMBELAKA
AFP PHOTO / FILES / SONNY TUMBELAKA
(FILES) In this file photo taken on August 17, 2010, convicted Australian drug smugglers Myuran Sukumaran (L) and Andrew Chan (R) sit inside Kerobokan prison in Denpasar, Bali. Chan on death row in Indonesia has lost his appeal for presidential clemency, his final chance to avoid the firing squad, an official said on January 22, 2015, days after Jakarta executed five foreign drug offenders. Sukumaran's clemency appeal was rejected last month, and the attorney general had said authorities were waiting for the outcome of Chan's appeal. AFP PHOTO / FILES / SONNY TUMBELAKA

O governo da Indonésia adiou a execução de dois australianos condenados à morte no país, uma medida que pode beneficiar outros estrangeiros condenados à pena capital na Indonésia, entre eles o brasileiro Rodrigo Gularte.

A execução dos australianos Andrew Chan, de 31 anos, e Myuran Sukumaran, 33, "será adiada entre três semanas e um mês por motivos técnicos", afirmou à AFP Husain Abdullah, porta-voz do vice-presidente indonésio Jusuf Kalla.

Com a suspensão, poucos dias antes da transferência prevista dos australianos, condenados à morte em 2006 por narcotráfico, para uma penitenciária de segurança máxima onde seriam executados, Jacarta parece ceder às pressões diplomáticas da Austrália, contrária à pena capital.

O ministério das Relações Exteriores da Indonésia havia informado que as execuções dos estrangeiros, que tiveram os pedidos de clemência rejeitados pela presidência, aconteceriam em fevereiro.

O porta-voz da promotoria responsável por supervisionar as execuções, Tony Spontana, não confirmou nem desmentiu à AFP as declarações da vice-presidência, mas insistiu na aplicação da pena capital.

A imprensa afirma que entre os próximos estrangeiros que serão executados estão cidadãos do Brasil, França, Gana e Nigéria.

As autoridades indonésias não confirmaram as nacionalidades dos condenados à morte.

O ministério das Relações Exteriores do Brasil informou no fim de janeiro que tentaria esgotar todas as possibilidades de comutação da pena de Rodrigo Gularte, de 42 anos e condenado à morte em 2005 por tráfico de drogas.

No dia 18 de janeiro, a Indonésia executou um cidadão do país e cinco estrangeiros, incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, um holandês, um vietnamita, um malauiano e um nigeriano. As primeiras execuções no país desde 2013 provocaram uma onda de indignação internacional.

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