Centrais pressionam governo e esperam mudanças em MPs

Quatro ministros vão ouvir sindicalistas na próxima quarta-feira

iG Minas Gerais |

Esforço. Eduardo Cunha reuniu as centrais no início do mês e pode reeditar encontro antes dos ministros
FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL - 11.2.2015
Esforço. Eduardo Cunha reuniu as centrais no início do mês e pode reeditar encontro antes dos ministros

São Paulo. As seis maiores centrais sindicais do país voltam a se reunir com o governo federal na próxima quarta-feira, 25, em Brasília, para tentar negociar a revogação das medidas provisórias (MPs) 664 e 665, que alteram regras de acesso ao seguro-desemprego, seguro defeso e pensão por morte. Será a terceira rodada de negociações entre trabalhadores e representantes do governo.

Além das centrais sindicais (CUT, UGT, Força Sindical, CSB, NCTS e CTB), participam do encontro os ministros Nelson Barbosa (Planejamento), Carlos Gabas (Previdência), Manoel Dias (Trabalho) e Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência). Os trabalhadores correm contra o tempo para tentar revogar as MPs. As propostas foram publicadas no “Diário Oficial da União” em 30 de dezembro do ano passado e, segundo o texto, devem entrar em vigor a partir do dia 28 de fevereiro. Na prática, as mudanças só começam a valer a partir da segunda-feira, 2 de março. O governo já admitiu que deve promover algumas alterações no texto original enviado, mas pondera que vai manter o objetivo essencial da medida: promover ajustes econômicos, por meio da correção de excessos. Até a semana passada, deputados e senadores já tinham apresentado mais de 600 emendas às duas propostas. Diante do discurso do governo, as centrais sindicais estão apostando todas as fichas no Congresso para tentar derrubar as MPs, considerada por elas como perda de direitos. Os trabalhadores devem aproveitar a ida à capital federal para se reunir com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para tratar do assunto. Caso a reunião seja confirmada, será o segundo encontro com Cunha. No último dia 10 de fevereiro, representantes das seis centrais já tinham se reunido com os presidentes da Câmara e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Na ocasião, ambos defenderam a criação de alternativas para que os trabalhadores não sejam prejudicados. Apesar de terem efeitos imediatos, as MPs precisam ser aprovadas pelo Congresso para que virem lei.

Tramitação Validade. Para as MPs não perderem a validade, elas devem ser aprovadas em até 120 dias. No entanto, as comissões para analisar as propostas seguem sem previsão para serem instaladas.

Dilma age para garantir aprovação Brasília. Após reunião com ministros para debelar a crise no Congresso, a presidente Dilma Rousseff vai agir em duas frentes: tentar uma reaproximação com o PMDB e manter um diálogo maior com a base no Congresso. Para a primeira missão, conta com o ex-presidente Lula e com o vice-presidente Michel Temer. Já com a base, ela ordenou que o ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, se reúna com deputados e senadores para explicar as prioridades, principalmente as medidas provisórias 664 e 665.

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