Governo estuda aceitar reajuste de 6,5% para tabela do IR

Proposta inicial do Planalto era correção de 4,5% neste ano

iG Minas Gerais |

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (20) que o reajuste máximo do Imposto de Renda é de 4,5% em função do orçamento do governo federal. 

Na semana passada, diante da crise política e das dificuldades de relacionamento da presidente Dilma com o Congresso e as centrais sindicais, o Palácio do Planalto voltou a cogitar um reajuste de 6,5% na tabela do Imposto de Renda (IR) na fonte em 2015, embora enfrente resistência da equipe econômica. A correção foi aprovada pelo Congresso em dezembro passado e vetada em 19 de janeiro pela presidente Dilma com a justificativa de que não haveria espaço fiscal para uma correção acima de 4,5%.

Em de maio de 2014, o governo editou uma medida provisória fixando o reajuste em 4,5%, a partir de janeiro. Mas, com o recesso branco durante a campanha eleitoral, a medida provisória não foi votada e perdeu a validade.

O Congresso incluiu a correção em outra medida, após as eleições, com apoio da oposição, e elevou o percentual para 6,5%. Com o veto presidencial, a tabela ficou sem correção, e o governo sinalizou que encaminharia uma nova medida com a correção de 4,5 %, o que ainda não aconteceu, acirrando ainda mais os ânimos no Congresso, que ameaça derrubar o veto da presidente ao reajuste de 6,5%.

A correção da tabela em 4,5% vai custar aos cofres do governo R$ 5,3 bilhões neste ano. O reajuste de 6,5% custaria R$ 7 bilhões. Preocupado com o ajuste fiscal, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já teria considerado em suas contas os 4,5%, mas resiste em ampliar essa despesa.

Segundo fontes, a correção de 6,5% da tabela é uma hipótese cogitada para evitar um derrota no Congresso com a derrubada do veto presidencial. Também é vista como forma de reaproximação com as centrais sindicais, que trabalham fortemente para derrubar no Legislativo as medidas do ajuste fiscal que restringiram o acesso ao benefícios trabalhistas (seguro-desemprego, abono e pensões).

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