Tropa prende prefeito de Caracas

Ledezma teria sido levado por homens mascarados do serviço de inteligência

iG Minas Gerais |

Venezuelanos se dividem entre apoio ao governo e oposição
Juan Barreto/AFP
Venezuelanos se dividem entre apoio ao governo e oposição

Caracas, Venezuela. Líderes da oposição na Venezuela afirmam que o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, foi detido por oficiais federais e levado de seu escritório. A notícia se espalhou pela cidade, e teria levado alguns moradores da capital a protestarem contra a prisão do prefeito. O governo não confirmou da prisão de Ledezma, mas o porta-voz da Aliança Bravo Povo, o partido do prefeito, afirmou que cerca de 50 homens mascarados entraram no escritório de Ledezma sem se identificar ou mostrar um mandado de prisão. Hector Urgelles disse que o prefeito estaria sendo detido pelo serviço nacional de inteligência, em Caracas, mas que ele não tinha como ter certeza da sua localização. Uma mensagem publicana na conta de Twitter de Ledezma no meio da tarde afirmava que o escritório do prefeito estava repleto de policiais do governo. Horas depois, a líder da oposição Maria Corina Machado afirmou que o serviço de inteligência da Venezuela havia entrado no escritório do prefeito. O congressista Ismael Garcia, outro oposicionista, escreveu em seu perfil do Twitter que Ledezma foi levado “como um cachorro”. Ledezma foi se tornou prefeito de Caracas em 2008, ao bater o candidato do partido situacionista liderado pelo então presidente Hugo Chaves. Um dos maiores líderes da oposição, ele viu seus poderes serem pouco a pouco retirados pela administração central, que criou uma entidade governamental e transferiu responsabilidades como o controle das escolas.

País vive clima de instabilidade Caracas. No dia 12 de fevereiro, em um comício em Caracas, o presidente Nicolás Maduro informou sobre planos fracassados para dar um golpe de Estado na Venezuela, e envolveu os Estados Unidos no suposto complô. Também na véspera, estudantes opositores foram às ruas em Caracas e em San Cristóbal (oeste da Venezuela), e pelo menos duas pessoas ficaram levemente feridas, em manifestações um ano depois do início dos sangrentos protestos na capital contra o governo Maduro. Centenas de simpatizantes do governo também marcharam pelo centro de Caracas para comemorar o Dia da Juventude.

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