Francisco inclui celibato na agenda

Pontíficie diz a sacerdotes que o assunto está em sua lista de prioridades

iG Minas Gerais |

O papa Francisco sinalizou que pode discutir o fim do celibato
VINCENZO PINTO/AFP
O papa Francisco sinalizou que pode discutir o fim do celibato

Roma, Itália. O papa Francisco admitiu nesta quinta que está refletindo sobre o celibato e a situação de padres casados que celebram missas no rito oriental. “Isso está presente na minha agenda”, disse o pontífice, ao ser questionado sobre o tema durante um encontro com sacerdotes em Roma. Atualmente, padres católicos de rito latino que se casam são automaticamente impedidos de exercerem a comunhão e celebrarem missas.

No entanto, sacerdores de rito oriental podem contrair matrimônio e manter suas funções. Em maio do ano passado, Francisco afirmou que o celibato não é um dogma da Igreja Católica, ou seja, não é algo indiscutível em uma crença. Mas o papa ressaltou que “aprecia” essa “regra de vida”. O celibato foi imposto no Ocidente, dentro do Código de Direito Canónico, em 1123. Mas a história da igreja traz algumas exceções na Igreja Latina, na qual houve alguns papas eram casados (Adriano II, Honório IV) e bispos também. No Brasil, por exemplo, o bispo Salomão Barbosa Ferraz foi um exemplo. O Código de Direito Canónico (em latim Codex Iuris Canonici) é o conjunto ordenado das normas jurídicas que regulam a organização da Igreja Católica Romana (de rito latino), a hierarquia do seu governo, os direitos e obrigações dos fiéis e o conjunto de sacramentos e sanções que se estabelecem pela contravenção das mesmas normas. Na prática, é a Constituição da Igreja Católica.

Curso contra pedofilia tem aval do papa

Roma. Um curso pela internet, apoiado pelo Vaticano, tenta sensibilizar os padres sobre a pedofilia para que possam prevenir o problema e, se for necessário, ouvir as vítimas. Nesta semana, o diretor do centro de formação que fica na universidade jesuíta gregoriana, o padre alemão Hans Zollner, apresentou o programa, que passou por um período de testes de três anos na Alemanha. “Durante esse tempo, o programa de ‘e-learning’ contou com o apoio de 11 sócios em dez países. Mais de mil religiosos, religiosas, padres e laicos fizeram o curso, o que permitiu um primeiro balanço”, explicou o padre jesuíta à imprensa.

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