Defesa diz que ele é chamado de nazista

A defesa de Bolsonaro justifica que, como deputado, se posicionou pelo aumento da pena para os crimes de estupro e estupro de vulneráveis e se diz vítima de perseguição

iG Minas Gerais |

Brasília. Ao contestar a denúncia da Procuradoria, o deputado Bolsonaro (PP) argumenta na defesa que não pode haver crime de incitação ao estupro porque a lei exige que se instigue pessoas determinadas ou indeterminadas a praticar crimes, “não sendo possível que se aceite menções genéricas”. Segundo ele, por esse raciocínio, a campanha “Eu não mereço ser estuprada” poderia levar ao entendimento de que os homens mereçam ser estuprados, “o que não condiz com o pensamento da totalidade das pessoas de bem”. A defesa de Bolsonaro justifica que, como deputado, se posicionou pelo aumento da pena para os crimes de estupro e estupro de vulneráveis e se diz vítima de perseguição. “Crê mesmo que nenhum outro parlamentar sofre ofensas em maior número e com maior gravidade do que ele próprio e, na maioria das vezes, não se trata de simples injúrias ou difamações, mas sim de calúnias gravíssimas. Com frequência é chamado de torturador, ditador, nazista”, destacou na peça judicial. O relator dos processos no Supremo é o ministro Luiz Fux, que ainda deverá preparar relatório e levar o caso para julgamento na Primeira Turma do tribunal, que decidirá se Bolsonaro será ou não processado.

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