Gabrielli falará a juiz da Lava Jato

O doleiro afirmou ainda que no pen drive estava o nome do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, cujo codinome era Bob

iG Minas Gerais |

Ex-presidente da Petrobras figura como testemunha de Cerveró
CHARLES SILVA DUARTE / O TEMPO
Ex-presidente da Petrobras figura como testemunha de Cerveró

SÃO PAULO. O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli vai depor por videoconferência ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, na ação em que são réus o ex-diretor da área internacional da estatal Nestor Cerveró e o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. Gabrielli, que mora em Salvador, foi arrolado como testemunha de defesa de Cerveró, que está preso em Curitiba.

A audiência será no dia 23 de março. O advogado de Cerveró havia pedido a presença também como testemunha de defesa da presidente Dilma Rousseff, mas retirou o pedido.

No mesmo dia também falará ao juiz por videoconferência Franco Clemente Pinto, que, segundo o doleiro Alberto Youssef, respondia pela contabilidade do consultor Gerin Camargo, que assinou um acordo de delação premiada e deu detalhes sobre o pagamento de propina na Petrobras.

Pen drive. De acordo com Youssef, Clemente Pinto carregava sempre nas reuniões um pen drive com toda a movimentação financeira do consultor, que confessou ter sido um dos operadores do esquema. O doleiro afirmou ainda que no pen drive estava o nome do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, cujo codinome era Bob. Os apelidos, segundo ele, eram usados para esconder os nomes dos beneficiários na contabilidade ilícita.

Confiança

Caixa 2. “Franco Clemente é homem de confiança de Júlio Camargo e o responsável pela contabilidade de pagamentos ilícitos a título de propina e caixa 2”, disse Youssef, aos agentes da Polícia Federal.

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