Governo grego diz que reunião mostrará quem defende o fim da crise

Durante a campanha do novo governo grego, o Eurogrupo chegou a ser avaliado como uma das principais causas do agravamento da crise financeira no país

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

Tsipras está confiante que a Grécia chegará a um acordo com a União Europeia
Patrick Domingo / AFP
Tsipras está confiante que a Grécia chegará a um acordo com a União Europeia

O governo da Grécia afirmou hoje (19) que a reunião do Eurogrupo, que ocorrerá amanhã (20), mostrará os países que defendem e os que não defendem uma solução para a crise grega.

O comunicado foi emitido após o Ministério das Finanças da Alemanha se manifestar contra o pedido de extensão de crédito feito na manhã de hoje pela Grécia aos parceiros europeus.

"O Eurogrupo de amanhã tem duas opções: aceitar ou rejeitar o pedido grego. Isso mostrará quem quer uma solução e quem não quer", afirmou o governo grego. De acordo com o Ministério das Finanças alemão, o pedido grego não representa uma “solução substancial” para o problema.

A Grécia pediu a extensão do acordo por seis meses. Também se comprometeu a aceitar supervisão da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), não mais se referindo ao trio como “troika”.

Durante a campanha do novo governo grego, o grupo chegou a ser avaliado como uma das principais causas do agravamento da crise financeira no país. Com o pedido de hoje, a Grécia também prometeu adotar novas medidas para recuperação econômica e estabilidade financeira.

A reunião de amanhã dos ministros das Finanças do Eurogrupo será a terceira em dez dias. Um grupo de altos funcionários dos governos da zona do euro trabalha hoje na avaliação do pedido grego e preparação do encontro.

Desde 2010, quando está sob assistência financeira, a Grécia recebeu dois empréstimos dos parceiros europeus e do FMI, totalizando 240 mil milhões de euros. A condição para receber o montante era o comprometimento com a adoção de medidas de austeridade, bandeira contra a qual o partido do atual primeiro-ministro, Alexis Tsipras, lutou durante o período eleitoral.

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