Casa dos contos

Madeira de demolição e transparências para entrada de luz natural enobrecem o design

iG Minas Gerais | Natalie Shutler (New York Times) |

Imponente
Estrutura toda revelada da casa é unida por meio de cravos de madeira em uma exibição incrível de carpintaria feita à mão
Bruce Buck/The New York Times
Imponente Estrutura toda revelada da casa é unida por meio de cravos de madeira em uma exibição incrível de carpintaria feita à mão
A casa de dois andares que Vicco von Voss construiu para sua família na cidade se parece mais com um grande móvel do que com uma casa. Para começar, não há um prego sequer na estrutura, pelo contrário, ela é unida por meio de cravos de madeira em uma exibição impressionante de carpintaria de caixa e espiga. E cada tábua e viga foi cortada à mão no local, a partir de árvores coletadas nas proximidades.   Portanto, não admira que tenha demorado um pouco mais que a média para a casa ficar pronta. Na verdade, depois de dez anos, o trabalho ainda não acabou. Voss, de 46 anos, começou a sonhar com a casa no fim dos anos 90, quando ainda tinha 20 e poucos anos. Moveleiro de Hamburgo, na Alemanha, ele trabalhava para estabelecer seu próprio negócio, além de viver sem gastar muito na Costa Leste de Maryland em uma cabana de 10,2 metros quadrados que ele mesmo construiu. Ela não tinha nem eletricidade, nem água encanada e um pequeno forno fornecia calor (e água quente, se ainda houvesse água o bastante na cisterna de 208 litros para o banho).   Mas havia uma cama grande sob uma claraboia, e foi aí que ele começou a imaginar como a casa seria “até o último detalhe”. Inspirado pela obra de Frank Lloyd Wright e pelos celeiros da região, ele imaginou uma estrutura de madeira cheia de luz e que se misturasse com as árvores.   Quando conheceu sua esposa uma década mais tarde, a construção já havia começado, mas o dinheiro ainda era curto, então ele alugava o espaço e continuava vivendo na cabana. A acupunturista e terapeuta holística Jacqueline von Voss, de 37 anos, não desanimou com o estilo de vida rústico. Na verdade, isso foi uma das coisas que a conquistou.   “Percebi que aquela era a pessoa certa no lugar certo. Eu me senti em casa na cabana”. Logo em seguida, os dois se casaram e se mudaram para a casa em construção. E os trabalhos continuaram, ainda que em ritmo lento.

Leia tudo sobre: Casa dos contosPampulhaHabitar