Aviões militares do Reino Unido seguem bombardeiros da Rússia

A informação foi divulgada nesta quinta (19) pelo governo britânico e aumentou a tensão na relação entre os dois países

iG Minas Gerais | Folhapress |

Aviões da Força Aérea britânica foram enviados na quarta-feira (18) para seguir dois bombardeiros russos que sobrevoavam espaço aéreo internacional perto do litoral da Cornualha, no oeste da Inglaterra.

A informação foi divulgada nesta quinta (19) pelo governo britânico e aumentou a tensão na relação entre os dois países. Assim como França e EUA, o Reino Unido acusa a Rússia de dar apoio aos separatistas do leste da Ucrânia, o que Moscou nega.

Segundo o Ministério da Defesa britânico, dois Tupolev-95 foram escoltados por caças Typhoon até que as aeronaves russas deixaram a área onde sobrevoaram, considerada "zona de interesse" por Londres.

Os bombardeios russos, porém, não penetraram no espaço aéreo britânico. Em tom mais brando, o ministério afirma que "em nenhum momento foi considerado que os aviões russos apresentassem uma ameaça".

Este é o segundo incidente com bombardeiros enviados pela Rússia em menos de um mês. Em 28 de janeiro, outros dois aviões russos foram interceptados nas proximidades do espaço aéreo do Reino Unido, perto do canal da Mancha.

Na época, a Chancelaria britânica convocou o embaixador da Rússia em Londres, Alexander Yakovenko, para pedir explicações sobre a incursão. Para Londres, a manobra estava incluída "em uma crescente pauta de operações fora de sua área por parte de aviões russos".

A Otan afirma que as incursões de aviões russos em países da Europa Ocidental aumentaram desde o aumento da tensão com a Rússia pela crise na Ucrânia. Devido a isso, a aliança ocidental planeja reforçar a segurança nos países-membros que ficam no leste europeu.

DECLARAÇÃO

O mal-estar do Reino Unido com a Rússia continuou nesta quinta com a declaração do ministro da Defesa britânico, Michael Fallon, que acusou o líder russo, Vladimir Putin, de querer desestabilizar os países bálticos -Letônia, Estônia e Lituânia.

Em resposta, o porta-voz da Chancelaria russa, Alexander Lukashevich, disse que a declaração está "fora dos padrões éticos da diplomacia" e que Moscou encontrará uma forma de responder ao comentário.

Por sua vez, o primeiro-ministro, David Cameron, advertiu na quarta que a Rússia sofrerá "durante anos" as consequências das sanções econômicas e financeiras se continuar favorecendo a instabilidade na Ucrânia.

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