Itamaraty pede que condenado à morte na Indonésia seja hospitalizado

Gularte foi diagnosticado com esquizofrenia e um laudo assinado por um psiquiatria da rede pública da Indonésia confirmou o diagnóstico

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

Brazilian Rodrigo Gularte (C) is presented to the media along with seized six kilograms (13.2 pounds) of cocaine at the Customs office of Sukarno-Hatta airport in Tangerang, 05  August 2004.  Gularte was arrested 31 July for attempting to smuggle a large quantity of cocaine into Indonesia hidden inside a surfboard.  AFP PHOTO
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Brazilian Rodrigo Gularte (C) is presented to the media along with seized six kilograms (13.2 pounds) of cocaine at the Customs office of Sukarno-Hatta airport in Tangerang, 05 August 2004. Gularte was arrested 31 July for attempting to smuggle a large quantity of cocaine into Indonesia hidden inside a surfboard. AFP PHOTO

O Ministério das Relações Exteriores informou hoje (19) que um representante da Embaixada do Brasil em Jacarta entregará em mãos, nesta sexta-feira (20), uma carta ao diretor da Penitenciária Pssar Putih, onde Rodrigo Gularte está preso, solicitando a transferência do brasileiro para um hospital psiquiátrico na cidade de Yogyakarta. Gularte, de 42 anos, está preso desde 2004 após entrar na Indonésia com 6 quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe e foi condenado à morte no ano seguinte.

Gularte foi diagnosticado com esquizofrenia e um laudo assinado por um psiquiatria da rede pública da Indonésia confirmou o diagnóstico. Segundo o jornal The Jakarta Post, a Procuradoria-Geral indonésia vai pedir uma segunda opinião médica para decidir o destino do brasileiro. A legislação local prevê que o condenado tenha que estar plenamente ciente da execução.

A Indonésia adiou a execução de sete estrangeiros, incluindo o brasileiro, e quatro indonésios prevista para este mês, alegando problemas logísticos na prisão da Ilha de Nusakambangan onde ocorrerá o fuzilamento. Todos tiveram o pedido de clemência negado pelo presidente indonésio, Joko Widodo. A nova data ainda não foi marcada.

A Austrália tem feito grande pressão para que Jacarta suspenda a execução de dois cidadãos australianos que estão no corredor da morte junto com o brasileiro. Andrew Chan, 31 anos, e Myuran Sukumaran, 33, também foram condenados por tráfico de drogas. Ontem, o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, pediu à Indonésia para lembrar da importante ajuda do país quando ocorreu o devastador tsunami de 2004.

Tony Abbott afirmou que continua fazendo “as mais fortes representações pessoais” ao presidente indonésio, advertindo que ficaria “tremendamente desiludido” se os seus pedidos de clemência forem ignorados.

No dia 17 de janeiro, o carioca Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, foi fuzilado na Indonésia por tráfico de drogas. Ele foi o primeiro brasileiro executado por crime no exterior.

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