Governo argentino diz que marcha de apoio a promotor foi opositora

Porta-voz do governo argentino, Jorge Capitanich voltou a criticar a marcha silenciosa que reuniu milhares de pessoas em Buenos Aires e em cidades do interior

iG Minas Gerais | Folhapress |

Top view of the
AFP
Top view of the "Marcha del silencio" (March of Silence) called by Argentine prosecutors in memory of their late colleague Alberto Nisman in Buenos Aires on February 18, 2015. President Cristina Kirchner urged Argentines to be on guard Wednesday ahead of a mass protest over the mysterious death of Nisman who had accused her of a cover-up in his probe of a 1994 bombing. Nisman was found in his Buenos Aires apartment with a bullet through his head on January 18, the day before he was to go before a congressional hearing to air his finding that Kirchner and her foreign minister plotted to shield Iranian officials implicated in the bombing of the AMIA Jewish-Argentine charity. (The placards read "Justice") AFP PHOTO / JUAN MABROMATA

 O porta-voz do governo argentino, Jorge Capitanich voltou a criticar a marcha silenciosa que reuniu milhares de pessoas em Buenos Aires e em cidades do interior na noite de quarta-feira (18).

Segundo Capitanich, em meio à marcha havia cartazes contra o governo e com expressões agressivas à presidente Cristina Fernández de Kirchner. Isso demonstra, segundo ele, que o protesto foi uma manifestação opositora.

"Debaixo do silêncio, houve uma dose de crítica", afirmou, em seu pronunciamento diário na Casa Rosada, nesta quinta (19).

Segundo a Polícia Metropolitana da cidade de Buenos Aires, cerca de 400 mil pessoas foram ao protesto na capital argentina. Houve outras manifestações em Rosario, Mendoza, Córdoba e outras cidades argentinas.

As manifestações foram feitas para lembrar um mês da morte do promotor de Justiça Alberto Nisman, encontrado morto em 18 de janeiro quatro dias após denunciar Cristina por encobrir os autores do maior atentado da história do país.

O ataque terrorista à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) deixou 85 mortos e mais de 300 feridos em 1994. O Irã é o principal acusado pela ação. Na versão de Nisman, a presidente teria atuado para barrar a apuração por razões comerciais.

Em discurso horas antes da marcha, Cristina Kirchner não se pronunciou sobre o protesto, durante inauguração de uma usina nuclear a noroeste de Buenos Aires. O protesto também foi duramente criticado por outros militantes kirchneristas.

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