Ex-vereadores são condenados por gasto irregular em viagens

Justiça determinou pagamento de R$ 355 mil de multa

iG Minas Gerais | Fransciny Alves* |

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou sete ex-vereadores e um atual vereador de São José da Lapa, na região metropolitana de Belo Horizonte, por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito e ainda determinou a suspensão dos direitos políticos dos parlamentares por oito anos. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas, entre abril de 2001 e fevereiro de 2004, oito dos noves vereadores da Câmara à época receberam diárias de viagens antecipadas e não prestaram contas. Juntos, eles terão que pagar multa no valor de R$ 355.702,38. A condenação ainda cabe recurso.

Conforme o Ministério Público, Élio Braz da Conceição, José Carlos Chumbinho Ribeiro, José Luiz Braga, Nivaldo Alves dos Santos, Vanderlei José de Oliveira, Marco Antônio Cruz, Edson Marques e o atual vereador Rogério Geraldo Teixeira dos Santos, o Rogério de Cida (DEM) utilizaram R$ 118.567,46 para bancar viagens em diversas partes do país.

Ainda segundo a denúncia, entre os destinos visitados pelos parlamentares, sob a alegação de participação em congressos, seminários e encontros políticos regionais, estavam Foz do Iguaçu (PR), Natal (RN), Maceió (AL), São Luís (MA), Fortaleza CE) e Balneário Camboriú (SC).

Fachada. Além dos vereadores, a Justiça também determinou que Clésio Múcio Drumond, Clemon Augusto Drumond e Divino Resende de Moraes, que, segundo o Ministério Público, seriam sócios de empresas de turismo de fachada, como a Agência de Viagens e Turismo, a União Nacional dos Vereadores e o Instituto Nacional dos Municípios, terão que pagar multa e não poderão realizar contratos com o poder público pelos próximos dez anos.

A reportagem tentou entrar em contato com o atual vereador de São José da Lapa Rogério de Cida (DEM), mas não teve retorno até o fechamento desta edição. 

Multa

Prestação de contas. Devido às viagens realizadas com dinheiro público e sem prestação de contas, ao todo, os oito parlamentares terão que devolver aos cofres públicos o valor de R$ 474.269,84.

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