Resultado dos desfiles das escolas de BH só sairá na sexta-feira

Veja como foi a festa, na avenida Afonso Pena, que contou com mais de 20 mil presentes e durou cerca de 7h

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Afoxé Bandarerê trouxe um pouco da cultura do candomblé para a abertura do Carnaval
Nathalia Torres - Acervo Belotur
Afoxé Bandarerê trouxe um pouco da cultura do candomblé para a abertura do Carnaval

Somente na próxima sexta-feira (20) será revelada a agremiação vencedora do desfile das Escolas de Samba de Belo Horizonte, ocorrido nesta terça-feira (17) na avenida Afonso Pena, no Centro da capital, e acompanhado por mais de 20 mil pessoas. A informação é da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), que depende ainda da confirmação sobre o horário e o local da apuração dos votos, que normalmente acontece na na Câmara Municipal.

Ainda conforme o órgão que organizou a festa, o desfile de 7h de duração aconteceu sem nenhum incidente registrado. A premiação das escolas vencedoras se dá da seguinte forma: 1º lugar - R$ 50 mil; 2º lugar - R$ 25 mil; e o 3º colocado - R$ 12,5 mil. 

A abertura dos desfiles aconteceu por volta das 19h, quando o público já tomava conta das arquibancadas na principal avenida da capital mineira, montadas entre a avenida Carandaí e a rua da Bahia. O grupo Afoxé Bandarerê, criado em dezembro de 2013, abriu os desfiles com a alegria dos terreiros de candomblé. Vestidos de rosa e branco, os quase 200 integrantes cantaram um hino à liberdade religiosa.

Logo em seguida teve início os desfiles das seis agremiações, que receberam um incentivo de R$ 40 mil para montarem os carros alegóricos e adquirirem as fantasias, ainda de acordo com a Belotur. A primeira escola a desfilar foi a Canto da Alvorada, que cantou sobre os 300 anos de história de Pitangui, cidade localizada na região metropolitana de Belo Horizonte.

A comissão de frente trazia escravos, índios e bandeirantes, que desbravaram o sertão, sendo seguida por garimpeiros, soldados, nobres e sertanejos, que completaram a história do município. Com o total de 700 integrantes, a Canto da Alvorada homenageou ainda filhos ilustres de Pìtangui, como Padre Belchior, Dona Joaquina e Maria Tangará.

FOTO: Nathalia Torres - Acervo Belotur Canto da Alvorada trouxe os 300 anos de história de Pitangui

A segunda escola a desfilar pela avenida foi a Força Real, que trouxe na comissão de frente turistas que convidaram para uma viagem pelas terras mineiras, tratando sobre o sonho e os delírios da riqueza do ouro. A escola ainda lembrou personagens da história do Estado e o ideal dos inconfidentes. 

Com as cores da escola - verde, vermelho e branco - tomando conta da passarela, a bateria fez um movimento de recuo para esperar a passagem das alas finais, sendo a última a sair da avenida. 

FOTO: Nathalia Torres - Acervo Belotur Bateria da Força Real, fez um recuo para ser a última a sair da avenida

A agremiação Estrela do Vale cantou sobre a beleza e a diversidade do artesanato mineiro. Mãos imensas abriram o desfile da escola, que contou também com imensas carrancas, colheres de pau e até as tradicionais namoradeiras, que enfeitam as janelas mineiras. 

Fantasiadas de galinhas d'angola, as crianças enfeitaram a festa, que teve também os passistas saudando a cachaça e o queijo do Serro. O desfile foi encerrado pela boneca do Vale do Jequitinhonha, sendo que a bateria também aguardou as últimas alas para sair da passarela. 

FOTO: Nathalia Torres - Acervo Belotur Artesanato mineiro foi o enfoque da escola Estrela do Vale

A campeã da última edição do Carnaval, Acadêmicos de Venda Nova, foi a quarta escola a entrar na Afonso Pena, já depois das 23h desta terça-feira. O samba-enredo comparou a região da escola ao Rei Midas, figura mitológica que transformava aquilo que tocava em ouro.

A escola trazia os maiores carros alegóricos, que ocupavam as quatro pistas da via, e contaram a evolução do comércio na história da humanidade. 

FOTO: Nathalia Torres - Acervo Belotur A campeã de 2014, Acadêmicos de Venda Nova, contou a história do comércio

O número 4 e todo o misticismo em torno dele foi o gancho da Imperavi de Ouros, que cantou sobre as quatro fases da lua, as quatro estações, os quatro naipes do baralho e os quatro elementos da natureza.

A escola, que surgiu da fusão da Imperatriz com a Bem-te-vi, trouxe um grande dragão vermelho articulado abrindo o desfile. Após as alegorias das baianas e dos capoeiristas, a última alegoria trouxe os quatro elementos da natureza. 

FOTO: Nathalia Torres - Acervo Belotur Grande dragão articulado abriu o desfile da Imperavi de Ouros

Por último aconteceu o desfile da agremiação Cidade Jardim, que homenageou o radialista Tutti Maravilha, não deixando de homenagear sua grande amiga, a cantora Elis Regina.

Navegando pelas ondas do rádio, o samba-enredo de letra fácil foi acompanhado palavra por palavra pelo público, que manteve a empolgação durante as sete horas ininterruptas de desfiles. O bloco de rua Baianas Ozadas, que levaram 100 mil pessoas às ruas durante o Carnaval, encerrou a festa pouco antes das 2h. 

FOTO: Nathalia Torres - Acervo Belotur A escola Cidade Jardim homenageou o radialista Tutti Maravilha

 

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