EUA vão fornecer tecnologia de comunicação contra jihadistas na África

Forças Armadas norte-americanas vão compartilhar equipamentos de comunicação e de inteligência com países aliados africanos na luta contra grupo islâmico

iG Minas Gerais | Folhapress |

Duzentos islamitas do grupo Boko Haram e nove soldados chadianos morreram na terça-feira (3) na Nigéria
AFP PHOTO / MARLE
Duzentos islamitas do grupo Boko Haram e nove soldados chadianos morreram na terça-feira (3) na Nigéria

As Forças Armadas dos EUA vão compartilhar equipamentos de comunicação e de inteligência com países aliados africanos para ajudá-los na luta contra o grupo islâmico nigeriano Boko Haram.

A informação foi dada nesta terça-feira (17) pelo comandante das operações das Forças Especiais dos EUA na África, general James Linder.

Segundo Linder, comandantes militares do oeste africano reclamam há muito tempo que as operações transfronteiriças contra os grupos islâmicos, da Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) no Mali ao Boko Haram na Nigéria, foram obstruídas por falta de equipamentos de comunicação compatíveis, o que tornou difícil a troca de informações e a coordenação das ações contra os jihadistas.

O general disse que, como parte dos exercícios anuais antiterroristas patrocinados pelos EUA neste ano no Chade, seu país vai introduzir uma tecnologia que permitirá que os parceiros africanos se comuniquem por meio de celulares, rádios e computadores.

O sistema "Rios" permitirá que soldados no campo transmitam imediatamente fotos de um local remoto no Sahel para uma sala de comando central.

Os soldados poderão enviar também as coordenadas precisas quando necessário. O Boko Haram matou cerca de 10 mil pessoas no ano passado em sua campanha para montar um emirado islâmico do norte da Nigéria.

Nesta terça, o líder do grupo, Abubakar Shekau, apareceu em um vídeo monitorado pelo Site --grupo de inteligência sediado nos EUA que monitora pela internet as ações de facções terroristas islâmicas-- ameaçando impedir as próximas eleições nigerianas, marcadas para março, e condenando governos regionais que não seguem a Sharia, a lei islâmica.

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