Finalmente, chegou a hora

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Massa. A reconhecida força da torcida atleticana pode voltar a fazer toda a diferença nos jogos do Galo em Belo Horizonte
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Massa. A reconhecida força da torcida atleticana pode voltar a fazer toda a diferença nos jogos do Galo em Belo Horizonte

O Galo já sabe o caminho que leva ao topo da América. Neste ano, chegar lá novamente é a grande obsessão de todo o atleticano. E o primeiro passo será dado hoje, a partir das 22h, contra o Colo-Colo, em Santiago, no Chile. Mas a jornada ainda é pouco conhecida pelo comandante da companhia. Se o Atlético vai para a terceira disputa seguida da competição, o técnico Levir Culpi só tem duas no vasto currículo como treinador.

Aos 61 anos, o paranaense está na quarta passagem pelo clube alvinegro. É o terceiro treinador que mais dirigiu o Atlético. Pela primeira vez, ele comanda o Galo na principal disputa do futebol das Américas Central e do Sul.

Histórico. A última vez que Levir treinou uma equipe em uma Libertadores foi no ano de 1998, quando era técnico do Cruzeiro. Foram apenas dois jogos na segunda fase, com um empate e uma derrota, contra o Vasco (como campeão de 1997, a Raposa não participou da primeira fase da Copa). Antes, comandou o Criciúma, em uma boa campanha no ano de 1992. Culpi levou o modesto time catarinense às quartas de final. A eliminação veio justamente diante do São Paulo, o campeão daquela edição, que também chegou ao título mundial no fim daquele ano. Foi o grande momento dele na competição continental.

“Parece ser sincero, eu nem sabia que tinha disputado duas, ou três (Libertadores). Passou batido para mim. Mas é um outro momento. Estou vivendo outra situação agora. Não adianta fazer um comparativo com o que aconteceu comigo em 1992. É uma situação bem diferente”, revelou o treinador à reportagem de O TEMPO. “Eu me lembro que a Libertadores que nós disputamos com o Criciúma foi maravilhosa. Fomos eliminados pelo São Paulo, nas ‘semifinais’. Tenho na memória porque foi muito marcante”, completou. 

Com títulos importantes no futebol nacional, Levir espera pegar o embalo do sucesso recente do Atlético na América do Sul para brilhar em sua terceira Libertadores. Os troféus da Recopa Sul-Americana e da Copa do Brasil também credenciam o time a ser um dos grandes favoritos à conquista da taça. O próprio treinador chegou a admitir o favoritismo alvinegro, apoiado na manutenção da base.

“Esse é um pensamento lógico. Eles (imprensa e torcida) viram que passamos a temporada com mesma formação, quando isso acontece, a tendência é boa. Nós também pensamos assim. Mas, aqui no Brasil, somos bipolares, em um jogo vai tudo para baixo, ninguém serve. Mas a principio, eu concordo com esse pensamento”, afirmou Culpi, em entrevista coletiva ainda na pré-temporada, na Cidade do Galo.

Apesar da boa expectativa em torno do atual elenco alvinegro, Levir trata de conter a euforia, mas sem deixar a confiança de lado.

”Quando está organizado, as coisas vão se desenhando, mas não consigo prever nada. Tive momentos de ótima preparação e não deu certo. Mas do jeito que nós estamos é o melhor para se chegar”, comentou.

Galo Forte. Se Levir Culpi tem pouca experiência na Liberta, o mesmo não pode ser dito do Atlético. Pela sétima vez, o Galo vai cantar nas Américas. Após a épica conquista de 2013, o alvinegro chega com moral para voltar a fazer bonito na disputa. Para isso, o time também terá que apagar a má impressão da campanha do ano passado, quando foi eliminado nas oitavas de final, diante do Atlético Nacional-COL.

“O que me dá tranquilidade, me deixa confiante é quando você tem o grupo na mão e sente que você está sendo respeitado pelos jogadores, estão te respeitando, cada um sabe seu espaço, sabe o seu papel no grupo”, concluiu o treinador.

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