Vida de folião é dureza e alegria

Nossa repórter brincou Carnaval em dois blocos de Belo Horizonte e relatou cada passo

iG Minas Gerais | Bárbara Ferreira |

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Quando me preparo para mais um dia de Carnaval, o que tenho de mais certo é a incerteza de como chegarei em casa. São momentos inusitados, trocas de percursos e surpresas ao longo do dia. Nunca sei o que vou comer, como vou voltar para casa e nem quem encontrarei pelo caminho. Mas é Carnaval, e a rua me chama!

Já perdi instrumentos musicais, a chave de casa, acessório da fantasia e até a dignidade. O saldo no fim do dia são dores pelo corpo, uma quase insolação e alguns roxos (tenho resquícios dessa festa até na sola do pé). Não tá fácil pra ninguém! Mas a alegria da rua é contagiante, as cores das fantasias me deixam embriagadas e a troca de sensações com uma multidão de desconhecidos, sendo todos no mesmo ritmo, é o que fica. Carnaval é muito amor.

Próxima parada

Cheguei primeiro no Bloco Pena de Pavão de Krishna. É lindo. Para aguentar tudo o que viria pela “frente, me contive e tomei muita água” Tico Tico Serra Copo é o meu bloco preferido. Não é tão cheio e foi lá que encontrei a maioria de meus amigos. A primeira parada foi em uma padaria, a galera comeu, mas eu já me preparava para começar a me embebedar. Afinal, já era tarde. Calor, a gente ignora. Ou nem tanto, já que estou parecendo um camarão. O alívio vinha de alguns moradores, que ligavam suas mangueiras e nos molhavam para aliviar. Andamos muito pelo bairro. Ô alegria. Fome, sede e cansaço, mas festa chegava ao fim.

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