Caparaó tem propostas de parceria com fundos mundiais

Aos 58 anos, construtora mineira de alto luxo está em evidência no mercado internacional

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Confiança. A vice-presidente Maria Cristina Valle, há 29 anos na construtora, com o presidente e fundador da Caparaó, Ney Moreira Bruzzi
RICARDO MALLACO / O TEMPO
Confiança. A vice-presidente Maria Cristina Valle, há 29 anos na construtora, com o presidente e fundador da Caparaó, Ney Moreira Bruzzi

O nome da Caparaó, construtora mineira fundada por Ney Moreira Bruzzi em 1957, está em evidência no mercado nacional e internacional, depois da associação com a norte-americana Tishman Speyer para a construção do Concórdia Corporate, em Nova Lima. “Temos uma oferta por dia. São fundos de investimento, parceiros, investidores, todos os segmentos que querem fazer negócios, e não temos condição de fazer tudo o que chega”, conta a vice-presidente da empresa Maria Cristina Valle, 51.

O interesse na Caparaó – especializada no mercado imobiliário de luxo para o público AAA – é por meio de parcerias internacionais do mundo inteiro dispostas a fazer um investimento financeiro no negócio. Maria Cristina conta que, dependendo da posição de mercado, a Caparaó tem até que recusar uma parceria.

Mesmo assim, a Caparaó tem proposta de gestores de fundos de investimentos para todo o tipo de empreendimento – desde a construção de prédios, loteamentos, condomínios, até bairros. “Quando tem uma marca como a nossa envolvida, e a certeza de que o produto acompanha a marca, isso é tudo para o investidor e os grandes negócios”, explica a executiva.

E por que a procura está tão grande? Maria Cristina, que está há 29 anos na construtora, responde que hoje ser honesto, construir bem e terminar a obra no prazo são conceitos considerados vantajosos. “Mas, para a Caparaó, isso sempre foi uma política, uma postura, mas o mercado internacional vê com bons olhos a empresa que pratica esses valores éticos morais além dos padrões de construção e a idoneidade”, diz.

Com seis obras em andamento e outras duas que começam no próximo mês – uma delas, em Montes Claros, no Norte do Estado – a Caparaó já construiu, nos últimos 18 anos, 500 mil m². “Cada empreendimento é um ser e tem um estudo de caso próprio”, explica a executiva.

Atualmente, a construtora conta com cerca de 800 funcionários diretos, isso, sem considerar os empreiteiros. Quanto ao preço médio do metro quadrado, a Caparaó pratica a cifra de R$ 14 mil na região Centro-Sul.

Plano estratégico. Para os próximos anos, a Caparaó tem um planejamento estratégico de curto, médio e longo prazo. “Temos um crescimento projetado na nossa governança com áreas de atuação determinadas. Temos um pensamento (plano) que vai até 2025”, diz Maria Cristina, que não deu detalhes de futuras obras.

“A Caparaó tem um trabalho quase artesanal de uma construção industrializada. O que temos industrializado são os processos, os produtos, jamais.”

Maria Cristina Valle - vice-presidente

Grandes números

R$ 350 milhões custará o prédio Concórdia Corporate com a Tishman Speyer em Nova Lima

30 pavimentos terá o Concórdia Corporate em 7.600 m²

783 vagas de garagem terá o Concórdia Corporate

Composição

Integram o Grupo Caparaó, além da construtora Caparaó, as empresas:

- Agropeva (Empresa de Agropecuária Varzelândia), destinada à pecuária de corte, com gado Nelore, no Jaíba, Norte de Minas Gerais. - Construtora Satélite que é para a venda de imóveis à classe média.

- Sparta Manutenção e Construções Prediais destinada a serviços de assistência aos imóveis entregues, reformas e obras.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave