Está tudo dando errado – Parte II

iG Minas Gerais |

Eu me chamo Rosângela e moro em Contagem. Estou recebendo um salário e me envolvi em várias dívidas. Um dia recebi uma ligação do meu banco me oferecendo um empréstimo em 19 parcelas de R$ 374,44 para pagar o empréstimo que eu havia feito, mais o cheque especial e mais o cartão de crédito. Na hora, achei que era um bom negócio, pois iria ficar com uma dívida só, mas quando fui fazer as contas vi que eu havia feito uma grande burrice. Estou devendo ao banco agora mais de R$ 7.000 (a história completa desta leitora está na coluna da semana passada). Rosângela, muitos brasileiros, como você, acabaram-se endividando. O endividamento veio como consequência de um hábito financeiro muito negativo: gastar mais do que se ganha. A forma encontrada para fechar essa equação é endividar-se. E as pessoas acabam escolhendo as fontes de crédito mais fáceis, como o cheque especial e o cartão de crédito. Não é uma boa escolha, pois os juros cobrados pelos bancos no caso do cheque especial e pelas administradoras no caso dos cartões de crédito são os maiores do mercado financeiro. Passam de 10% ao mês. Lembrando que a inflação anual do nosso país está na faixa de 6,5%. Cobram em um mês um valor mais alto que a inflação anual. Com essa taxa de juros, as dívidas crescem rapidamente. Esse crescimento acaba levando a uma situação insustentável. A inadimplência é a única alternativa. Com o atraso nos pagamentos, começam as cobranças. A renegociação parece ser a única alternativa possível. E os endividados acabam aceitando a primeira proposta oferecida pelos credores para assim se verem livres das cobranças. Mas, pouco tempo depois, como foi o seu caso, acabam descobrindo que fizeram um péssimo negócio. Muitas assumiram uma prestação acima das possibilidades financeiras. Uma nova inadimplência será uma questão de tempo. Outra situação que acontece é aceitar um número enorme de pagamentos, o que acaba aumentando bastante o endividamento. E qual é a alternativa? A única saída é se preparar para a negociação. Equilibrar o orçamento doméstico e verificar quais despesas podem ser cortadas. É preciso gerar alguma sobra no orçamento. É essa sobra que poderá ser usada na negociação. Com essa informação pode-se partir para negociação. É importante tentar uma diminuição dos juros. Quanto menores forem os juros, maior a possibilidade de se quitar a dívida. E, se o credor se mantiver inflexível, existem outros canais para se buscar um acordo. Os órgãos de defesa do consumidor como o Procon podem ser uma alternativa. E, se nem essa alternativa funcionar, sempre existirá o caminho da Justiça! Um 2015 de hábitos financeiros saudáveis para você e para todos os nossos leitores. Realizarei no dia 07/03 (sábado), o curso “Meu Dinheiro – Planejamento Financeiro Pessoal” no hotel Cheverny (Rua Timbiras, 1.492 – centro – entre rua da Bahia e av. João Pinheiro) das 8h às 17h – com uma hora de intervalo para almoço. O conteúdo é bem completo: aprender a cuidar do seu dinheiro, a equacionar as dívidas, a realizar os sonhos. Serão apresentadas as principais formas de investimento hoje existentes. E também como abordar o tema finanças nos relacionamentos e com crianças. Para os participantes será fornecido certificado de participação além de um exemplar do livro “Meu Dinheiro”. Mais informações podem ser obtidas no e-mail carloseduardo@harpiafinanceiro.com.br. Mandem dúvidas e sugestões para o e-mail carloseduardo@harpiafinanceiro.com.br

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