No Peixoto, ninguém queria largar a festa

Com o passar do dia, bloco reuniu cada vez mais foliões que resistiam à hora da despedida

iG Minas Gerais | Joana Suarez |

Cidades - Do dia - Carnaval - BH - Bloco Do Peixo
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FOTO: JOAO GODINHO/ O TEMPO 16.2.2015
JOAO GODINHO/ O TEMPO
Cidades - Do dia - Carnaval - BH - Bloco Do Peixo to . FOTO: JOAO GODINHO/ O TEMPO 16.2.2015
E não é que a saudade já está batendo forte no coração dos belo-horizontinos! A cidade vai encarar agora a “sofrência” de não ter mais as ruas cheias de alegria, gente fantasiada, grupos de amigos cantando, carregando isopor de bebida, namorados curtindo, solteiros em clima de paquera, crianças brincando e o barulho dos tambores nas esquinas. O axé e até os ambulantes, com aquela cervejinha sempre à mão, vão fazer falta.  Ontem, na despedida, os foliões, que mostraram que são profissionais e curtiram os quatro dias, ainda não queriam largar a festa e iam passando de um bloco para outro. O Peixoto, que percorre o bairro Santa Efigênia, na região Leste de Belo Horizonte, abrigou muitos dos já “órfãos” do Carnaval e levou a cantoria até tarde para cerca de 10 mil pessoas.  E foi no “gogó” que a banda cantou e tocou por mais de cinco horas com a aquela ajuda da voz da multidão, que entoava das marchinhas mais lentas da Columbina até a agitação de “se a canoa não virar”. Na concentração e no percurso no início da tarde, o bloco arrastava famílias, crianças, idosos, jovens e todo tipo de personagem do mundo da fantasia, até o Mestre dos Magos, sem empurra-empurra, sob às sombras da avenida Carandaí. Já à tarde, o Peixoto seguia até o fim da avenida Brasil e se tornava o point da moçada animada, onde o mundo podia até acabar, mas ninguém queria parar de brincar. “Não acabou, ainda tem muita festa. Tá lindo, vamos até onde puder”, disse o designer gráfico Henrique de Oliveira, 33, que saiu de Vitória (ES) com a namorada Isis Cardoso, 26. E nesse último dia de Carnaval, a turma de franceses que a reportagem encontrou na sexta-feira passada, na expectativa de conhecer essa festa brasileira, apareceu de novo. Os gringos confirmaram que Belo Horizonte não decepcionou na missão de mostrá-los uma folia de verdade. “Fomos em muitos blocos, eles curtiram tudo e amaram”, contou a designer Débora Mendonça, 27, que os trouxe.    Cansados Depois de três dias com a folia começando cedo na capital, nesta terça-feira, poucos estavam na rua antes das 10h. Alguns blocos remarcaram para à tarde. A reportagem percorreu alguns bairros que teriam programação cedo e encontrou poucos foliões. 

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