Villa Nova tenta se reerguer e superar dívidas trabalhistas

Atual presidente atribui esse endividamento às contratações feitas nos últimos 20 anos

iG Minas Gerais | Antônio Anderson Débora COSTA |

Dura realidade. Aécio Prates, presidente do Villa Nova eleito em 2014, fala do momento difícil vivido pelo tradicional clube de Nova Lima
RICARDO MALLACO / O TEMPO
Dura realidade. Aécio Prates, presidente do Villa Nova eleito em 2014, fala do momento difícil vivido pelo tradicional clube de Nova Lima

Com uma dívida trabalhista girando em torno de R$ 4 milhões, o Villa Nova, um dos mais tradicionais clubes do futebol mineiro, passa por um momento complicado para se manter em atividade. Antes do início do Campeonato Mineiro, o presidente do Leão do Bonfim, Aécio Prates, chegou a cogitar a possibilidade de o time não disputar o Estadual. Mas a diretoria conseguiu acertar duas parcerias, com a Promed Saúde e os Supermercados BH, que acabaram ajudando a viabilizar a participação da equipe de Nova Lima na competição regional.

Aécio Prates afirma que esse momento difícil vivido pelo Villa Nova foi provocado graças às contratações feitas nos últimos 20 anos, e que onerou os cofres do Leão do Bonfim. Devido a essas dívidas trabalhistas, todo valor que entra no clube é bloqueado para pagar os débitos com ex-funcionários, incluindo atletas. Há cerca de quatro anos, o Villa Nova chegou a criar o consórcio de credores trabalhistas, que na época tinha uma dívida girando em torno de R$ 1,2 milhão.

O clube, no entanto, não conseguiu arcar com esses débitos e, hoje, esse valor chegaria aos R$ 4 milhões. “Fizeram esse consórcio totalmente favorável a outra parte (atleta). Em alguns casos faltava uma porcentagem pequena para finalizar o pagamento da dívida, mas o clube não cumpriu com sua obrigação e o valor voltou para a estaca zero”, afirmou Aécio Prates.

Em quase quatro meses de sua administração, Aécio Prates declarou que o departamento jurídico do clube vem trabalhando para tentar colocar em ordem as contas. “Estamos conversando com nossos credores, e nossa expectativa é acertar essas dívidas em um prazo de cinco a dez anos”, ressaltou o dirigente, lembrando que isso só será possível se houver responsabilidade na administração do clube.

“Hoje, o maior patrimônio do Villa Nova é o seu nome. Estamos trabalhando para tentar recuperar a nossa credibilidade e fazer com que o clube volte a ser viável”, destacou o dirigente. Para manter o futebol, a folha salarial do Leão do Bonfim gira em torno de R$ 210 mil mensais (R$ 170 mil para pagar jogadores e R$ 40 mil para a comissão técnica). O custo mensal das contas do Villa Nova fica entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. Apesar das dificuldades, Aécio Prates confia na recuperação do clube, e, como diz uma marchinha carnavalesca cantada pelos moradores de Nova Lima: “quem falou que o Villa morreu se enganou. O Villa não morreu nem morrerá. Deixa a danada da língua do povo falar”.

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