Dinamarca prende dois suspeitos de ajudar atirador

Ataque com armas matou um cineasta e um segurança

iG Minas Gerais |

Comoção. Dinamarqueses colocam flores para homenagear as vítimas do ataque do fim de semana
CLAUS BJOERN LARSEN
Comoção. Dinamarqueses colocam flores para homenagear as vítimas do ataque do fim de semana

Copenhague, DINAMARCA. Dois homens suspeitos de ajudar o atirador que realizou dois violentos ataques no final de semana em Copenhague, capital da Dinamarca, foram chamadas ontem para uma audiência num tribunal da cidade. O advogado de defesa de um dos suspeitos disse que a dupla é acusada de ajudar o atirador a fugir e de se livrar da arma usada pelo durante a caçada que terminou na manhã de domingo, quando o jovem que realizou os ataques foi morto num tiroteio com a polícia.

Duas pessoas foram mortas nos ataques do final de semana. Uma delas era um cineasta dinamarquês que participava de um evento que discutia liberdade de expressão; a outra um segurança que foi alvejado na cabeça do lado de fora de uma sinagoga. Cinco policiais ficaram feridos durante os ataques. As autoridades descreveram o atirador como um dinamarquês de 22 anos com histórico de violência e ligação com gangues. Os serviços de segurança da Dinamarca disseram que ele pode ter se inspirado nos ataques terroristas realizados por extremistas islâmicos em Paris em janeiro, que deixaram 17 vítimas mortas.

Michael Juul Eriksen, advogado de defesa de um dos dois homens detidos, disse aos jornalistas que os dois negam as acusações de terem abrigado o atirador e desaparecer com a arma usada nos ataques. O juiz da audiência vai determinar se os dois permanecerão sob custódia da polícia.

A Dinamarca tem registrado uma série de tentativas de ataques terroristas desde a publicação, em 2005, de 12 caricaturas do profeta Maomé no jornal Jyllands-Posten. A publicação dos desenhos provocou manifestações em vários países muçulmanos e militantes islamitas pediram vingança. Para alguns ramos do islamismo, a representação gráfica de Maomé é considerada ofensiva. Um dos participantes do evento sobre liberdade de expressão, atacado no sábado, era o sueco Lars Vilks, que fez caricaturas do profeta em 2007. Vilks, que foi retirado do local por seus guarda-costas e não sofreu ferimentos. Ele afirmou à Associated Press que acha que ele era o alvo do ataque.

Luto. A bandeira dinamarquesa estava a meio mastro em prédios públicos ontem em toda a capital. Várias pessoas depositaram flores e velas no centro cultural onde o cineasta e o segurança foram mortos a tiros. Havia também uma quantidade menor de flores onde o atirador foi morto.

A primeira-ministra da Dinamarca, Helle Thorning-Schmidt, e seu contraparte sueco, Stefan Löfven, devem se juntaram às milhares de pessoas esperadas para um evento em memória das vítimas na noite de ontem.

Inspiração

França. Autoridades dinamarquesas acreditam que o atentado em Copenhague tenha sido inspirado no ataque à sede do jornal “Charlie Hebdo”, que deixou 12 mortos em Paris.

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