Assim caminha a brasilidade

iG Minas Gerais |

Amanhã, quarta-feira de cinzas, será mais um Carnaval que passou, é possível também, que muita gente ainda esteja pulando e dançando por esse Brasil afora. Mas difícil, ou impossível, será encontrar alguém com cinzas na testa... Mudou o tempo? Nada... mudaram os costumes, as crenças, os procedimentos. E a libertinagem, que sempre existiu, também avançou para pior. Quem ficou em casa, como eu, viu pela televisão cenas que nossas avós e mães jamais imaginariam. Carnaval é festa cada vez mais pagã, agora quase satânica. E muita coisa já me horroriza, assim como aos gringos. Se sou pudico? Sou não, só passei junto com o tempo. Só isso... Uso sapatos, em vez de botinas. O que parece nunca mudar é essa roubalheira que vem assolando os cofres públicos. Surpreendente é o Brasil conviver com essa anomalia como se fosse um problema congênito. E não é. Nós não somos um povo ladrão, somos um povo com muitos ladrões, que agem todo o tempo, porque temos um governo sem autoridade e desmoralizado. Sabemos que houve deslizes em outros governos, mas como os dessa verdadeira novela, que mais parece “o direito de roubar” – que não acaba –, protagonizada pelos famigerados governos do PT, nunca vimos antes neste país. Após o “mensalão”, capítulo que teve grande audiência, veio o “petrolão”, episódio de repercussão internacional. O elenco é quase sempre o mesmo, caso dos artistas Zé Dirceu e Palocci. Este último, mais desavergonhado que os outros e que está em todas, clinica desde que assumiu a prefeitura de Ribeirão Preto e passou a ser figura proeminente dos tempos do ex-Luiz, depois da morte (matada) de Celso Daniel, ex-prefeito de São Bernardo, assassinado nos moldes da era Al Capone, chefe da máfia americana. Ainda não foi dada à publicidade a lista dos ladrões da operação Lava Jato que estão soltos aqui, mas discute-se com o governo italiano o repatriamento do ladrão Henrique Pizzolato, que o tem, preso lá. O que só acontecerá se o governo de lá não proceder como o daqui com referência ao terrorista Cezare Battisti, protegido do inefável Tarso Genro. Quanto ao esforço para recambiar o procurado Henrique Pizzolato, será certamente para soltá-lo aqui, para evitar que ele abra o bico lá, numa delação por conta própria. Solto aqui, o governo petista poderá trocar tudo por seu silêncio tumular, já que são da mesma laia, para não complicar... Entre tapas e beijos, os noticiários dão conta do encontro de Dona Dilma com o ex-Luiz, que assume a liderança do governo para a opinião pública, já que estão à vista os sinais de perigo de uma “venezualição”, no pior sentido, de nossas instituições. Pensando bem, só mesmo o bom povo brasileiro para aguentar esse desgoverno que está acontecendo no país. Eu começo a gostar desse novo presidente da Câmara Federal, que, parece, pelos primeiros entreveros, será um futuro candidato à Presidência da República. Vamos prestar atenção no homem...

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