Traição do PR na Câmara fez Santana correr riscos em MG

iG Minas Gerais |

A ferrenha batalha pela presidência da Câmara dos Deputados por pouco não deixou vítimas no governo de Fernando Pimentel. Isso porque a diretoria nacional do PT, após descobrir que o PR não apenas não iria apoiar o candidato petista, Arlindo Chinaglia, como também fazia coro pelo nome de Eduardo Cunha (PMDB), principal articulador dos insatisfeitos com Dilma, ordenou que o governador mineiro retirasse Bernardo Santana, membro da sigla “traidora”, do comando da Defesa Social do Estado. A atitude, de acordo com fontes ouvidas pelo Aparte, gerou um desconforto que só foi resolvido depois de alguns dias de conversa.

Ex-deputado federal, o agora chefe da Defesa Social foi peça importante para a eleição de Pimentel no ano passado. Mesmo com o PR fazendo parte da chapa tucana, liderada pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Pimenta da Veiga, Bernardo Santana optou por participar da campanha petista. Ajuda que, segundo um petista ligado à coordenação da campanha de 2014, foi “essencial para que Pimentel ganhasse em 1º turno”.

Mesmo com o apelo partidário, que deixou o governador em uma “sinuca”, Pimentel se recusou a retirar o inesperado aliado do cargo. Santana, inclusive, deve iniciar de vez sua administração na pasta nos próximos dias, já que desde o início do ano vinha participando das negociações com o PR para a eleição da Câmara dos Deputados.

Curiosamente, o PR foi parte da base governista e ocupou secretarias de Estado nas gestões tucanas de Aécio Neves e Antonio Anastasia.

Líder no telhado O líder do governo na Câmara, Preto (DEM), segundo fontes da base aliada, colocou o posto à disposição do prefeito Marcio Lacerda (PSB). No entanto, o prefeito não aceitou a demissão por considerar que ainda não há na Casa um nome capaz de substituí-lo com a mesma dedicação e fidelidade, principalmente levando-se em conta o atual momento e a eleição de 2016. Preto vem sendo muito pressionado pelos colegas da situação que exigem mais cargos na prefeitura e que Lacerda confisque as vagas entregues aos vereadores que não têm se comportado como base. O cansaço diante da pressão e também do corpo mole dos colegas da situação já estaria interferindo até na saúde do democrata. Recentemente, a pressão do vereador subiu e ele se sentiu mal na Casa. O vice-líder Leonardo Mattos (PV) é um dos nomes pensados para ser trabalhado para assumir a liderança futuramente. Se essa rua fosse minha O deputado federal mineiro Bonifácio Andrada (PSDB) apresentou projeto de lei com o objetivo de possibilitar a construção de vias alternativas próximas às rodovias que apresentam dificuldades para o tráfego de pessoas e veículos, como situações anormais, nas quais se inclui obras e acidentes, por exemplo. Sua proposta é a de que inclusive particulares possam construir as estradas em suas propriedades e até mesmo cobrar pedágio no valor de até 1/20 do salário mínimo vigente no país. Caberia ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) expedir os regulamentos para a execução da lei, se aprovada.

 

Internet O último projeto do deputado federal Marcelo Aro (PHS) enquanto ainda era vereador na Câmara Municipal de Belo Horizonte determina que o município fica responsável por garantir, distribuir e ampliar, gratuitamente, sinal de internet nas praças e parques municipais da capital com circulação diária superior a 500 pessoas. Na justificativa, Aro diz que, “transformando esta proposta em lei, Belo Horizonte consolidará o programa da Prefeitura BH Digital, tornando-o perene e alheio a interesses políticos, que muitas vezes podem flutuar após mudanças na gestão do Executivo”.  Limpeza pela metade Na Câmara Municipal de Belo Horizonte, a limpeza prometida pelo presidente Wellington Magalhães (PTN) chegou à metade. Cerca de 80 comissionados já foram exonerados. Nos bastidores, comenta-se que a cota do antigo presidente Léo Burguês (PTdoB) chegava a 200 postos só na Casa. Assim como prometido, Magalhães está renovando os quadros indicados pelo antigo aliado e hoje rival declarado. As novas vagas estão sendo repartidas com os vereadores que apoiaram a sua eleição, em dezembro passado. Com isso, Magalhães está caindo nas graças da base. FOTO: Carlos Magno/ GERJ Folião. O governador do Rio de Janeiro, Luiz Eduardo Pezão (PMDB), não se afastou da folia. Ontem, circulou com desenvoltura pela concentração das escolas de samba, na Marquês de Sapucaí, antes dos desfiles, cumprimentando os foliões. Ele afirmou que já está chovendo há mais de dez dias desde a data em que pediu para rezarem para isso ocorrer. “As pessoas me ridicularizaram quando falei para rezar, mas desde aquele dia está chovendo”, afirmou.

 

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