Baianas Ozadas arrasta 100 mil e bate recorde em BH

De cima do carro de som ou das janelas dos prédios se via a praça da Liberdade completamente lotada

iG Minas Gerais | Joana Suarez |

Cidades - Belo Horizonte -  Minas Gerais
Carnaval 2015 na cidade de Belo Horizonte na praca da Liberdade.
Na foto: Bloco Baianas Ozadas 

Foto: Uarlen Valerio / O Tempo -   16.02.2015
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Cidades - Belo Horizonte - Minas Gerais Carnaval 2015 na cidade de Belo Horizonte na praca da Liberdade. Na foto: Bloco Baianas Ozadas Foto: Uarlen Valerio / O Tempo - 16.02.2015

Pense em baianas “ozadas” de verdade, que enfrentaram bombeiros, trânsito, falta de espaço, temporal e trovão, mas conseguiram enfeitar as ruas da capital com pelo menos cem mil pessoas. Até agora, foi o bloco que arrastou mais gente neste Carnaval, que já é histórico e respondeu a quem ainda tivesse dúvida que Belo Horizonte está lotada de foliões prontos para brincar os quatro dias de festa. De cima do carro de som ou das janelas dos prédios se via a praça da Liberdade completamente lotada, a avenida João Pinheiro toda tomada e a multidão descendo a avenida Afonso Pena e a rua da Bahia, nessa última já debaixo de chuva.

Quando o bloco conseguiu sair da nobre região de coqueiros e chegou nas escadarias da rua da Bahia, na área mais central, o público se deu conta do tamanho da festa e gritou: “chupa Salvador, aqui é BH”, em uma referência divertida à cidade que tem uma das mais tradicionais folias.

A comparação pode parecer exagero, mas as “Baianas Ozadas” sacudiram e abalaram com muita emoção no ar, em todos os sentidos das palavras da música de axé. Já se esperava que o público seria grande, porque foi um dos únicos blocos, entre os mais conhecidos, que divulgaram oficialmente a programação. No ano passado, o bloco reuniu 30 mil foliões.

Saga Às 11h, a praça da Liberdade já estava cheia. Mas o bloco só conseguiu começar o desfile pelas ruas às 14h30, depois de duas horas de negociação com o Corpo de Bombeiros. Apesar de ter se cadastrado, divulgado com antecedência e cumprido todas as exigências para arrebentar nas ruas, foi o único que sofreu para sair e seria uma injustiça. A coordenadora, Renata Andrade, até chorava de raiva: “Não é possível que vocês vão fazer isso, fizemos tudo certinho”, dizia ela.

Enquanto isso, mais gente ia chegando na praça, muitos ainda sem entender porque a banda não descia. “Os outros (blocos) nós não tínhamos conhecimento. Como ficamos sabendo desse, viemos vistoriar e achamos que tinha risco”, disso o capitão dos bombeiros, Norton Ornelas. Mas o público queria Carnaval e gritou para liberar a festa. Quando enfim foi autorizado, os bombeiros exigiram que o carro de som fosse para a frente da multidão. Impossível. Eles até tentaram, mas já tinha gente na avenida João Pinheiro inteira. O jeito foi tocar muito axé e descer fazendo a festa que todos esperaram e queriam tanto que acontecesse.

Vivos e animados, os foliões chegaram à rua da Bahia sob muita chuva, cantando em coro: “Eu queria que essa fantasia fosse eterna, quem sabe um dia a paz vence a guerra e viver será só festejar”, e seguiram até a praça da Estação, onde o temporal dispersou a multidão.  

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