E quem precisa de Carnaval?

Casado com uma mineira, Diogo Sclebin é um dos destaques do Brasil na modalidade

iG Minas Gerais | Débora Ferreira |

Haja disposição. Diogo Sclebin tem treinado forte em busca dos Jogos Olímpicos, e sem descanso, nem durante o feriado prolongado
FOTOS JOÃO GODINHO
Haja disposição. Diogo Sclebin tem treinado forte em busca dos Jogos Olímpicos, e sem descanso, nem durante o feriado prolongado

O Rio de Janeiro pode ser um dos locais mais badalados do Brasil para o Carnaval, mas há quem prefira Belo Horizonte para passar o feriadão. E não são os tradicionais bloquinhos da folia a grande atração, mas sim a calmaria do lugar, pelo menos é isso o que pensa o triatleta Diogo Sclebin. “Esse é um dos pontos positivos da cidade, as pessoas somem, viajam. Se quiser, posso até correr no meio da avenida do Contorno”, acredita o atleta.

Casado com uma mineira, o carioca vive em Nova Lima desde 2005 e, enquanto todos aproveitam a folia, ele vai se dedicar a esteira, a piscina e as estradas para começar bem o ano. De olho em se garantir nos Jogos Olímpicos do Rio no ano que vem, Diogo tem seu primeiro compromisso marcado para março e deve competir, mais ou menos, 30 vezes a Olimpíada, em agosto de 2016.

“As viagens já acontecem muito na minha vida, as competições são todas fora do Brasil, e curto viajar demais, mas também tenho que saber que tenho que ficar em casa, aproveitar para treinar. A rotina é importante pra performance de um triatleta”, justifica Sclebin.

Apesar de abrir mão de passear, Diogo garante que não está fazendo nenhum sacrifício. Primeiro porque foge à regra de que todo carioca gosta de Carnaval e, segundo, porque tem prazer em praticar sua atividade. Aliado a isso está o fato de ter que cuidar de dois filhos pequenos – um de 3 anos e outro de apenas seis meses.

Avesso à folia. Sendo assim, a preocupação com os treinos já é um costume para a família e para o atleta, que mesmo nos fins de semana se concentra no trabalho. “Nunca fui de pular (Carnaval). Desde a adolescência fazia alguma coisa para fugir da bagunça dessa época. Mas foco no treino o ano todo. É um problema da profissão não ter um domingo. Estou sempre preocupado com a performance”, explica Sclebin.

E a obsessão cresce ainda mais com a oportunidade de participar de uma Olimpíada em sua terra natal, nos mesmos lugares onde costumava treinar quando começou a praticar os três esportes, algo que nem passava pela cabeça do atleta há alguns anos. “Tem essa ligação de onde eu nasci, é bem expressivo. Se me perguntassem sobre isso há dez anos isso, eu pensaria que era impossível”.

Vantagens de BH

“Aqui, o clima ajuda muito. No Rio, eu tinha que sair de madrugada para treino de ciclismo, e ainda assim a estrada era muito cheia e perigosa. Aqui, a estrada tem muitas curvas, mas mesmo assim é melhor. A estrutura onde moro em Belo Horizonte, é boa.”

Diogo Sclebin - triatleta profissional

Objetivo maior

Caminho olímpico. Os triatletas que sonham com as Olimpíadas têm um trajeto bastante árduo para alcançar o objetivo. Diferente das competições baseadas em índices, a Federação Internacional de Triatlo determina um ciclo de dois anos em que os atletas devem participar de competições mundo afora, somando pontos para o ranking. E foi justamente isso que atrapalhou Diogo em Londres, em 2012, já que os Jogos estavam muito próximos quando ele conseguiu se classificar e teve pouco tempo de descanso. “Espero não ter que passar por isso de novo, minha classificação está bem melhor, espero ainda esse ano me garantir”, conta ele.

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