Sucesso no embalo de Adele e Amy

Gravadora usou estratégia de restringir venda do álbum online; cantor também já prepara um novo disco

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Elogios. Smith se esquiva ao ser comparado com Amy Winehouse e Adele
JESSICA KOURKOUNIS
Elogios. Smith se esquiva ao ser comparado com Amy Winehouse e Adele

Nova York, Estados Unidos. Com “In the Lonely Hour”, a gravadora Capitol empregou uma estratégia restrita para as vendas online, segurando o álbum de Sam Smith por um mês para aumentar as vendas antes de liberar aos serviços de streaming. Deu certo. “In the Lonely Hour” estreou em segundo lugar e vendeu 1,3 milhão de cópias nos Estados Unidos – no ano passado, somente Taylor Swift e a trilha sonora de “Frozen” venderam mais.

“In the Lonely Hour” terminou sendo o segundo álbum mais popular do Spotify do ano no mundo inteiro; o primeiro lugar coube a “x”, de Ed Sheeran.

Com uma balada perfeita com toques de gospel, “Stay With Me” pareceria uma escolha difícil para as rádios comerciais. Sharon Dastur, vice-presidente de programação do iHeartMedia, contou que em meados do ano passado, “os cinco primeiros lugares durante semanas e semanas foram Taylor Swift, Meghan Trainor, Ariana Grande, Iggy Azalea”. Porém, em meio a todas aquelas músicas alegres, Smith se destacou. “É aquela paixão, a pureza em sua voz”, acrescentou Sharon.

Quando chegou a hora de divulgar “Stay With Me”, a história também estava do lado de Smith. Os estouros de Adele e Amy Winehouse prepararam os programadores para o próximo grande sucesso britânico.

“Sem Amy e sem Adele, o caminho de Sam para o sucesso provavelmente seria mais difícil”, disse Nick Raphael, presidente da Capitol Records britânica. “Elas definiram o tom; elas mudaram o formato do rádio”.

Quando questionado sobre as comparações com Adele, Smith primeiro se esquivou educadamente. “É um elogio imenso, mas não acho que esteja correto”. Depois, ele aproveitou a oportunidade de cutucar o mundo da música pop, sugerindo que ele e Adele estão entre os poucos cantores que “só se destacam no palco cantando”, sem ter de recorrer aos traseiros.

“Se voltássemos 30 ou 40 anos no tempo, haveria muito mais pessoas assim: Etta James, Ella Fitzgerald. A questão não era a celebridade; eram a música e as letras”. No palco, ele usa ternos escuros e um brilhante par de tênis preto e branco da Prada.

Novo disco. Sam Smith está trabalhando em seu próximo disco. “Será a coisa mais honesta que já compus na minha vida inteira. É sobre a separação dos meus pais, e será ainda mais honesto e brutal”.

Ele já começou a tocar duas músicas para familiares e amigos. “Mostrei para minha maquiadora um dia desses e ela se debulhou em lágrimas”.

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