BH vai do sagrado do Krishna ao profano da Alcova neste domingo

Foliões foram ao delírio em blocos como Ordinários, Queixinho, Jangalove e Tico-Tico; Bonfim e Nova Lima capricharam na tradição

iG Minas Gerais | Da Redação |

Bloco Tico Tico Serra Copo busca locais alternativos à região Centro-Sul da capital
Foto: Alex Douglas / O Tempo
Bloco Tico Tico Serra Copo busca locais alternativos à região Centro-Sul da capital
Pode parecer clichê mas o domingo de Carnaval em Belo Horizonte foi de fato do sagrado ao profano, em uma festa que começou com Pavão de Krishna e chegou ao ápice na Alcova Libertina. Diversidade suficiente para resumir a completude de um dia inteiro de desfiles saindo de todo canto. Se faltou catuaba nas prateleiras de supermercados e dinheiro no bolso do folião que precisou pagar caro para não morrer de fome, sobrou a tradicional energia para passar o dia todo pulando de bloco em bloco como só se vê nessa época do ano. O dia começou sagrado, com a multidão de pintados de azul, como Krishna, um deus na filosofia indiana. O Pena de Pavão de Krishna, que abre mão dos rituais para ser chamado de PPK desfilou a partir das 10h30 e reuniu 1.500 pessoas em seus primeiros passos na praça 15 de junho, no bairro Lagoinha. Clique aqui para ver como foi! Se o Krishna usou do mistério na divulgação do horário de saída, para evitar um inchaço do bloco, no Ordinários e no Unidos do Samba Queixinho faltou espaço para tanta gente. O primeiro se concentrou em frente ao colégio Arnaldo e espalhou sua alegria pela avenida Brasil durante a tarde. Enquanto isso, o outro arrastou 12 mil pessoas pelo bairro Funcionários em meio a caveiras mexicanas que comandavam a bateria. Clique e leia mais! Os personagens em referência à programação do SBT deram o tom do Jangalove, em frente ao bar Jangal, na rua Outono, bairro Cruzeiro. Eram esperadas 2 mil pessoas, mas o público foi três vezes o aguardado. Com clima familiar e sem ocorrências policiais ou brigas, chamaram a atenção os Kikos e Kikas, Chaves, Chiquinhas e Donas Florindas se tornaram figuras fáceis de serem vistas na folia da rua Outono. Leia mais aqui! Enquanto isso, bem longe da região Centro-Sul, reinou o Tico-Tico Serra Copo. No Centro de Referência da Assist~encia Social do bairro São Geraldo, na região leste da capital, o bloco manteve a tradição de fazer sua folia na periferia. Uma turma que saiu do Pavão de Krishna só teve tempo para limpar um pouco a tinta azul do rosto e participar também da folia. Graças ao ônibus disponibilizado pelo movimento Tarifa Zero. Leia a matéria completa! À noite, na avenida dos Andradas, um gigante do Carnaval de Belo Horizonte desfilou pela primeira vez. O Alcova Libertina recebeu impressionantes 60 mil pessoas, segundo a informações da Belotur. Com o trio elétrico desfilando em direção à praça da Estação, os foliões gastaram a energia que lhes restava no rock n' roll de Carnaval.   Em outras cidades Longe da barulheira e das multidões de Belo Horizonte, Bonfim realizou tradicional Carnaval a cavalo. O cortejo foi acompanhado por 7 mil pessoas em seu 175º ano de existência. Clique para ler mais! Em Nova Lima também houve espaço para a tradição. Mas a das marchinhas nos blocos que saíram da praça do Bicame. De "Me Dá um Dinheiro Aí" a "Mulata Bossa-Nova", o som foi suficiente para atrair cerca de 30 mil pessoas em blocos como Afoxé Bandalelê, Ouro Rosa, As Grandes Figuras e Bloco dos Sujos. Veja como foi!  

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