Doenças contagiosas ganham força com desabastecimento

iG Minas Gerais |

Quando não se falava em falta de água e o assunto era a gripe H1N1, a principal recomendação era lavar sempre as mãos. De acordo com os médicos, independentemente da crise hídrica, a orientação tem que ser mantida para evitar uma série de doenças contagiosas. A higiene do corpo, como o uso de duchas após usar o banheiro, e a lavagem de alimentos não podem ser afetadas pela necessidade de economizar.

“Dentro do hospital, principalmente, a gente precisa sempre lavar as mãos, não dá para ficar sem água. Se você diminuir o tempo de banho, vai poder lavar a mão várias vezes. Isso é importante para evitar viroses, conjuntivites e doenças transmitidas por contato”, explicou o clínico geral Carlos William Delfim.

Se realmente faltar água neste ano, hábitos precários de higiene (não lavar as mãos, o rosto, os olhos, as roupas) podem aumentar a transmissão de doenças.

Dengue. Outro problema decorrente da iminência de um racionamento envolve a captação de água da chuva. A Defesa Civil fez um alerta às pessoas que estão armazenando água em reservatórios como caixas d’água extras ou até mesmo em baldes.

É preciso fazer manutenção nesses recipientes, colocar uma tela de proteção contra mosquitos ou tampar o local para não deixar água parada e aumentar a proliferação do Aedes aegypti, que causa dengue e febre chikungunya. (JS)

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