Mineiro Pasi foi o 1º seguro popular do país

Microsseguro criado em Belo Horizonte tem 2,5 milhões de segurados de baixa renda no Brasil

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Atenção. O presidente do Pasi, Alaor Silva, afirma que é preciso reinventar sempre o negócio
Lincon Zarbietti / O Tempo
Atenção. O presidente do Pasi, Alaor Silva, afirma que é preciso reinventar sempre o negócio

Primeiro seguro popular do Brasil, o Plano de Amparo Social Imediato (Pasi) nasceu em Minas Gerais, há 26 anos. “Hoje, quase todas copiam o Pasi”, gaba-se o fundador da empresa, Alaor Silva, 61, em relação ao chamado “microsseguro”. Com 2,5 milhões de segurados entre titulares e dependentes, já foram R$ 170 milhões de indenizações distribuídas pelo Pasi para 35 mil famílias.

E o empresário visionário diz que é preciso uma reinvenção constante do negócio. “Não vou conseguir atender todo o mercado nacional, mas o próprio mercado me considera um laboratório, então, eu vou sobrevivendo com a inovação”, afirma Silva, que estudou até o ensino médio.

Silva conta que, antes do Pasi, até a década de 80, havia um grande número de ações judiciais contra as empresas por elas não terem um seguro para o trabalhador quando ocorria um acidente de trabalho fatal. E isso, de acordo com Silva, incorria numa despesa muito grande para a empresa, e sem parâmetros.

Tudo porque o cálculo da indenização era feito pelo juiz de acordo com a idade da vítima, função na empresa e a expectativa de vida útil que ele ainda teria. “Isso deixava as empresas vulneráveis para poder arcar com uma indenização, às vezes, muito acima da sua capacidade de pagamento para absorver um custo extra”, explica o executivo.

Convenção. Como o modelo Pasi foi incorporado por sindicatos como cláusula de convenção coletiva, Silva explica que as empresas que o contratam ficam livres de custos que não estavam na planilha. Atualmente, de 25% a 30% dos seguros Pasi estão concentrados na construção civil, e os demais distribuídos em diversos setores da economia como vestuário, indústria de calçados, postos de gasolina e metalúrgicos.

Por R$ 11 mensais por trabalhador que a empresa paga ao Pasi – independentemente do número de empregados que ela tenha – o empregado está assegurado em R$ 20 mil, em caso de morte, além de vários outros benefícios (veja o quadro).

Hoje, o Pasi atende 20 mil empresas clientes e 300 entidades de classe distribuídas pelo Brasil. “Conseguimos chegar à vida das pessoas também num momento de muita alegria, que é na hora em que nasce um segurado”, ressalta Silva, para benefícios além de seguros por morte e invalidez.

E para não perder cliente para outras empresas, Silva diz que não dorme como qualquer pessoa normal e está sempre atento.

Inspiração

Modelo. Alaor Silva, que era corretor de seguros, conta que percebeu no mercado segurador brasileira uma carência de algo que pudesse preencher a lacuna da proteção nas classes menos favorecidas. Assim, surgiu o Pasi.

Grandes números

20 mil empresas são clientes do Pasi, que também atende 300 entidades de classe

25% a 30% das empresas com o Pasi estão concentradas na construção civil

R$ 11 é o valor mensal por trabalhador que a empresa paga para o Pasi

9.250 segurados tinha o Pasi no início, sendo 6.000 deles vinculados a UFMG e Ufop

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