Deputados deixaram de votar auxílio por questão particular

iG Minas Gerais |

Dos 76 deputados estaduais que podem exercer sua função parlamentar e votar no plenário, 18 optaram por faltar ou se abster da votação que decidiu ampliar o direito ao auxílio-moradia, no último dia 10. Se todos os faltosos tivessem ido à reunião ordinária, seria possível barrar o requerimento, que foi aprovado pelo placar de 36 votos a favor, com outros 22 votos contrários.

Por isso, o Aparte procurou cada um dos que não votaram para se explicar. Na maioria dos casos, os parlamentares estavam envolvidos em situações que nada têm a ver com a que estão designados, como viagens pessoais e reuniões externas. Dez sequer foram à ALMG, e oito se abstiveram.

Paulo Lamac (PT), por exemplo, estava presente no plenário na hora da votação, mas diz que “precisou sair e atender algumas pessoas do lado de fora” justo na hora do voto. O agora secretário de Estado de Esporte Carlos Henrique (PRB) ainda estava com a função parlamentar em dia, mas faltou para ir à Cidade Administrativa.

A assessoria do deputado Arnaldo (PR) afirmou que ele era a favor do auxílio-moradia, mas contra outras resoluções do requerimento. Como não houve consenso para a votação, ele preferiu se abster. Situação parecida com a do peemedebista Cabo Júlio, que, apesar de dizer ser contra a proposta, se absteve. Já Doutor Wilson Batista (PSD) afirmou achar “coerente” que o benefício não retornasse e, por isso, preferiu não votar.

Gil Pereira (PP), Fábio Cherem (PSD), Braulio Braz (PP) e Carlos Pimenta (PCdoB) alegaram viagens particulares.

A deputada Celise Laviola (PMDB) afirmou que, no mesmo horário em que a reunião ordinária acontecia, teve que acompanhar uma comitiva da cidade de Conselheiro Pena ao Tribunal de Justiça. Roberto Andrade (PTN) disse estar em uma reunião da Associação dos Cartórios de Minas, da qual é presidente. Ricardo Faria (PCdoB) estava na Câmara de Contagem. Já Dalmo Ribeiro (PSDB) está de atestado médico e precisa de “repouso absoluto” por conta de uma cirurgia oftalmológica.

Os deputados Ivair Nogueira (PMDB), Tony Carlos (PMDB), Anselmo José Domingos (PTC), Márcio Santiago (PTB) e Neilando Pimenta (PP) não responderam. Reforma após a folia O prefeito Marcio Lacerda (PSB) começou a conta-gotas a reforma administrativa que fará para agregar mais aliados e confiscar o espaço de infiéis. Como mostrou O TEMPO, Lacerda quer se cercar de pessoas confiáveis nesta reta final de mandato, para evitar boicotes à gestão, já que está decidido a fazer um sucessor. Segundo fontes próximas ao prefeito, além dos tucanos que estão deixando a Cidade Administrativa, as mudanças são para contemplar aliados que estão “desprestigiados” na administração. Os primeiros a serem contemplados serão o DEM, do líder de governo na Câmara, Preto, e o PV, do vice-prefeito Délio Malheiros. Cada um deve ganhar ao menos cinco postos. O PPS, de Luzia Ferreira, secretária de Governo, também está na fila.

Meio ambiente Um projeto de decreto legislativo de autoria do deputado federal Nilson Leitão (PSDB-PT) quer sustar uma portaria do Ministério do Meio Ambiente que proíbe coleta, corte, transporte, armazenamento, manejo, beneficiamento e comercialização de diversas espécies de madeiras. Entre elas estão garapeira, jatobá, itaúba e angelim. De acordo com ele, a portaria ofende o direito dos detentores de planos de manejo aprovados por órgãos ambientais que incluem essas espécies. Tais planos estão sendo executados com aprovação do Ibama e dos órgãos de meio ambiente de Estados como Mato Grosso, Pará, Acre, Rondônia e Tocantins. O deputado afirma que tais locais possuem “grande oferta de matéria-prima florestal”.

 

FOTO: Guga Matos/Estadão Ironia. Foliões do bloco carnavalesco Galo da Madrugada, um dos mais tradicionais de Recife (PE), não deixaram o chamado petrolão (esquema de desvios de recursos da Petrobras para partidos e políticos) no esquecimento. Com muita ironia e fantasiados de Lula e Dilma Rousseff, eles criticam a gestão da Petrobras durante o comando da ex-presidente Graça Foster.

De olho O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou na última semana uma resolução que determina que a Corte irá fiscalizar os eventuais acordos de leniência celebrados pelo governo federal. A decisão tem alvo direto: as empreiteiras investigadas na operação Lava Jato. Com a possibilidade de que elas venham a negociar com o governo federal em troca de alívio em punições de caráter administrativo, o TCU quer evitar abusos. A análise segue cinco etapas. Em cada uma a Corte de Contas se pronunciará conclusivamente sobre a legalidade, legitimidade e economicidade.

Barrado Um deputado estadual do PDT fez de tudo para que seu partido mudasse de lado e integrasse a base de Fernando Pimentel (PT). O parlamentar queria legislar junto aos petistas para ter mais facilidade de aprovar projetos e ações de sua autoria, mas justo quando começava a convencer seus aliados, o presidente nacional da sigla, o ex-ministro Carlos Lupi, intercedeu e o mandou parar imediatamente com as negociações. Curiosamente, o PDT faz parte da base aliada do governo Dilma, mas em Minas sempre se colocou ao lado das administrações dos tucanos Aécio Neves e Antonio Anastasia.

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