Com a força da inteligência

No ar em “Boogie Oogie”, folhetim das seis, Fabrício Boliveira comemora a chance de interpretar um intelectual

iG Minas Gerais | raquel rodrigues |

“Tadeu (seu papel em ‘Boogie Oogie’) é um personagem que não existia antes dentro da dramaturgia brasileira”
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“Tadeu (seu papel em ‘Boogie Oogie’) é um personagem que não existia antes dentro da dramaturgia brasileira”

Fabrício Boliveira já começou a se despedir de Tadeu, seu personagem em “Boogie Oogie”, atual trama das seis da Globo. A poucas semanas do fim da novela de Rui Vilhena e com a saída de sua parceira de cena, Débora Secco, o ator percebe que vem atuando de forma mais amadurecida. “O personagem foi mudando, então acho que esse seja o meu processo de desligamento dele”, explica.

Feliz com o resultado de seu trabalho, Fabrício conta que, quando soube que iria interpretar Tadeu, descobriu que não seria um personagem com uma história muito grande, mas que estaria a serviço da trama. “Meu papel é como se fosse o Arlequim no teatro medieval. É quem ouve atrás da porta e comenta com os outros. Ele tem sempre uma lição para dar a respeito de alguma coisa”, relata ele.

Para Fabrício, seu personagem é complexo. Afinal, ao mesmo tempo em que é o bobo que faz a piada, também é o homem inteligente da história e que dá o exemplo. E foi, sobretudo, interessante para o ator interpretar um rapaz negro que não é pobre e nem está com arma na mão. “Tadeu é um personagem que não existia antes dentro da dramaturgia brasileira”, reflete.

O ator também comemora o fato de voltar a fazer novela depois de cinco anos. E garante que o que lhe agrada nos projetos em que se envolve é a liberdade de criação. “O mais importante é que seja um trabalho no qual eu possa me sentir livre”, enfatiza.

Preferências O que falta na TV: Coisas que dialoguem mais com o tempo presente e respeitem a inteligência de quem assiste O que sobra na TV: Stand-up comedy Ator: Irandhir Santos Atriz: Charlotte Gainsbourg Com quem gostaria de contracenar: Leandra Leal e George Sauma Novela preferida: “O Rebu”, de George Moura e Sérgio  Vilão marcante: Ravengar, de Antônio Abujamra em “Que Rei Sou Eu?” Filme: “Anticristo”, de Lars von Trier Livro: “A Ética”, de Baruch de Spinoza Autor: Mia Couto Diretor: Walter Salles e Daniela Thomas

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