Táticas para se manter

Tentando fugir dos estereótipos, o “Big Brother Brasil” volta a apostar na interatividade para sobreviver no ar

iG Minas Gerais | anna bittencourt |

Rotina. Pedro Bial conversa com Francieli após sua eliminação
Paulo Belote
Rotina. Pedro Bial conversa com Francieli após sua eliminação

Depois de 15 edições, o “Big Brother Brasil” precisava se reinventar. O formato desgastado, mas ainda muito rentável para a Globo, já tinha virado uma receita de bolo. Ano após ano, modelos e misses desfilavam corpos malhados e biquínis minúsculos em busca dos 30 segundos de fama e do prêmio de R$ 1,5 milhão. Por isso, o atual “BBB” voltou às origens do programa, onde ter um corpo escultural não é premissa para ser selecionado e nem garantia de nada. O programa deixou uma faixa etária que variava entre 20 e 26 anos e apostou em pessoas mais velhas. Na atual edição, o time tem candidatos de 22 aos 51 anos.

Mas, no que diz respeito às mudanças, a diferença na estrutura dos participantes foi a que menos causou impacto no ritmo do jogo. Em uma época em que a TV é assistida em companhia de uma segunda tela, seja ela celular, computador ou tablet, o “BBB”' parece ter finalmente aprendido a lidar com a interatividade. Coisa que “A Fazenda”, reality show exibido pela Record, já fazia há pelo menos duas edições. A participação do telespectador não se restringe apenas às votações. Com mais possibilidades de interagir com o jogo, quem está assistindo passa a se tornar parte daquela dinâmica.

A participação interessante de Mônica Iozzi no ano passado deu espaço para um fraco Rodrigo Sant’Anna. Forçados e preconceituosos, os esquetes do comediante reúnem vários estereótipos. Todos sem graça nenhuma. Já a edição, que passou de Boninho para Rodrigo Dourado, continua sendo traída pelos telespectadores. Com um forte sistema de pay per view, tudo que acontece na casa é rapidamente comentado e debatido na internet. Mas, para lamento dos fãs do programa, a maior parte dos eventos polêmicos ficam de fora da apresentação de Pedro Bial.

Com a pior média de audiência desde a primeira edição – cerca de 24 pontos –, o “Big Brother Brasil” ainda não empolgou. Apesar de muitos erros, os acertos da produção fazem com que o programa ganhe uma sobrevida e se mantenha no ar. Pelo menos até 2016.

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