Encontro espontâneo de blocos toma a Afonso Pena

Cerca de 2 mil pessoas se encontraram na avenida Afonso Pena, a onde o Bloco do Chapolim se preparava para o tradicional banho de mangueira do caminhão pipa

iG Minas Gerais | Angélica Diniz |

Cidades - Do dia - Belo Horizonte MG
Encontro de blocos espontaneo na avenida afonso pena em frente a prefeitura - Bloco Praia da Estacao , Bloco do Chapolin , As viuvas de Wando e Toca Raul 

FOTO: MARIELA GUIMARAES / O TEMPO 14.2.2015
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Cidades - Do dia - Belo Horizonte MG Encontro de blocos espontaneo na avenida afonso pena em frente a prefeitura - Bloco Praia da Estacao , Bloco do Chapolin , As viuvas de Wando e Toca Raul FOTO: MARIELA GUIMARAES / O TEMPO 14.2.2015

A avenida Afonso Pena foi tomada, de forma espontânea, por cerca de 2 mil foliões, em contagem da Policia Militar, vindos de diversos blocos carnavalescos. Mesmo sem organização, as ruas do centro da capital foram transformadas em uma verdadeira passarela do samba, que reuniu remanescentes dos blocos Praia da Estação, Toca Raul, Então, Brilha!, Viúvas de Wando e o estreante Bloco do Chapolim. Sem nenhuma combinação prévia, os belo-horizontinos mostraram que o Carnaval veio mesmo para ficar. Para o músico Fabinho do Terreiro, um dos mais importantes sambistas da capital, este ano promete ser a consagração da festa momesca. "É uma explosão geral do carnaval de Belo Horizonte. É diferente de outros lugares, onde o Carnaval virou uma industria, aqui a festa resgatou as origens do samba de rua", comemorou.

Nem mesmo o forte calor registrado ontem e a falta de estrutura tirou o ritmo frenético dos foliões.  O tenente-coronel da Policia Militar, Vitor Araujo, informou que destacou cerca de 80 homens para a segurança dos blocos, mas teve que remaneja-los para o encontro. Mesmo assim, segundo ele, nenhuma confusão foi registrada. 

Com o forte calor, a tradição de jogar água nos foliões foi mantida, mesmo com a polêmica crise hídrica. Um caminhão pipa jogou nos foliões cerca de 2 mil litros de água, durante mais ou menos um hora. "Resolvemos manter a tradição até como um ato de protesto, porque a culpa da crise não é do nosso banho. As indústrias e minerodutos é que deveriam sofrer as conseqüências", argumentou Denise Leal, uma das organizadoras do bloco do Chapolim, cujo bordão é "Ei Chapolim, joga água em mim".

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