Três bancos já foram encontrados com chupa-cabras só neste sábado

A polícia acredita que uma quadrilha especializada neste tipo de crime possa estar agindo em BH; o dispositivo é acoplado em caixas eletrônicos e fica praticamente imperceptível

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

ALEX DE JESUS/O TEMPO
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Um alerta para os moradores de Belo Horizonte: somente na manhã deste sábado (14), caixas eletrônicos de três agências bancárias em diferentes bairros foram encontrados com chupa-cabras, um dispositivo que prende o cartão bancário dentro do equipamento. É preciso ficar atento neste Carnaval, caso seja necessário retirar dinheiro, para não cair no golpe.

No bairro Santa Mônica, na região da Pampulha, um homem de 53 anos foi preso após tentar roubar uma vítima em uma agência da Caixa Econômica Federal, localizada na avenida Portugal. “O chupa-cabra é um pequeno aparelho que os criminosos instalam em caixa eletrônico, no lugar onde a vítima tem que inserir o cartão. Quando ela faz isso, o chupa-cabra trava o cartão e a vítima não consegue mais retirá-lo”, explica o cabo Fábio Júnior do 22º Batalhão.

Além disso, os suspeitos também colocam um adesivo no caixa eletrônico simulando a identidade visual do banco, com alguns números de contato para o cliente ligar em caso de algum problema. “Aí a vítima não consegue retirar o cartão da máquina, fica desesperada, olha pra esse número no caixa e liga. Do outro lado da linha, um suspeito finge ser um atendente e pede dados bancários e pessoais da vítima para roubar o dinheiro”, explica ainda o policial.

Foi assim que a mulher quase caiu no golpe no Santa Amélia. Após o cartão ficar travado, um suspeito apareceu na agência e fingiu tentar ajudá-la a resolver o problema. Ele ligou do próprio celular para o falso atendente do banco. Mas a polícia foi acionada pelo sistema de monitoramento interno da agência, que percebeu a ação suspeita, e a vítima, mesmo tendo passado os dados por telefone, conseguiu cancelar o cartão a tempo.

O local foi isolado, o suspeito foi preso e a polícia faz um rastreamento na região a fim de tentar localizar outros possíveis suspeitos.

Em outra agência da Caixa, mas desta vez, no Lourdes, região Centro-Sul da capital, a denúncia também chegou pelo sistema de segurança interna do banco, depois que uma mulher foi vista em atitude suspeita no local. Ela não foi mais encontrada quando a polícia chegou, mas o chupa-cabra que havia sido instalado em um dos caixas foi retirado e apreendido.

Já na rua Espírito Santo, no centro, uma agência do Santander foi flagrada com chupa-cabras em dois de seus caixas eletrônicos. A vítima, uma mulher de 32 anos, contou que foi ao local para fazer dois depósitos no valor total de R$ 2 mil. Depois de fazer os procedimentos exigidos pelo terminal, nenhum comprovante da transação foi emitido.

Foi quando ela percebeu que os caixas apresentavam sinais de adulteração e chamou a polícia. Os envelopes ficaram retidos nos caixas e os aparelhos que bloqueavam a entrada deles nos terminais foram apreendidos pela polícia. O dinheiro foi devolvido a mulher após os trabalhos da perícia. Ninguém foi preso.

A polícia suspeita que os crimes possam ter ligação e que uma quadrilha esteja agindo em Belo Horizonte. A Polícia Civil irá investigar o caso da agência Santander, enquanto a Polícia Federal é aguardada para fazer a perícia nas agências da Caixa.