Obra de captação no Paraopeba licitada em 2014 foi suspensa

Projeto feito pelo governo anterior era para abastecer Serra Azul, mas foi considerado inadequado

iG Minas Gerais | Angélica Diniz |

Salvação. Águas do rio Paraopeba são consideradas fundamentais para reservatórios da capital
ALEX DE JESUS/O TEMPO
Salvação. Águas do rio Paraopeba são consideradas fundamentais para reservatórios da capital

Obras de captação de água do rio Paraopeba foram definidas como prioridade pelo governo de Minas para não haver grandes problemas de abastecimento na região metropolitana de Belo Horizonte. A intenção é transpor água para o rio Manso. Antes, porém, do anúncio dessa prioridade, em 23 de janeiro último, a atual administração da Copasa suspendeu uma obra semelhante que havia sido aprovada e licitada em dezembro de 2014 pela administração passada da companhia. Esse primeiro projeto tinha como destino, no entanto, abastecer o reservatório de Serra Azul.  

Com custo estimado de R$ 25 milhões, o projeto licitado em dezembro de 2014 pelos dirigentes anteriores, no governo tucano, previa a construção de uma adutora, visando transportar água do rio Paraopeba para a Estação de Tratamento de Água (ETA) de Serra Azul. O ex-diretor de Operação Metropolitana da Copasa Juarez Amorim informou que a obra foi planejada em meados de 2014, quando o reservatório deu os primeiros sinais de colapso. “A área técnica indicou a obra, e planejamos todo o processo para que a intervenção estivesse pronta em agosto deste ano, época de maior estiagem no Estado. A intenção era preparar a região para o risco de desabastecimento no período de maior seca”, explicou. O objetivo era transportar mil litros por segundo, sendo que o tempo estimado para a obra era de sete meses, segundo Amorim.

A licitação foi realizada no último dia 19 de dezembro, e a empresa vencedora foi a Convap Engenharia e Construções S/A, que apresentou o menor custo: R$ 24,6 milhões. Outras duas empresas, Infracon Engenharia e Comércio e Melhor Engenharia Ltda, disputaram a concorrência. A execução prevista incluía o fornecimento total de materiais das obras, serviços de captação e adutora para transportar, alternativamente, água do rio Paraopeba para o Serra Azul. Outro gasto previsto seria com as obras de suprimento de energia, no valor de R$ 7 milhões, de responsabilidade da Cemig.

Questionada sobre os motivos da suspensão desse investimento, a Copasa informou, por nota, que a obra licitada “prevê a retirada de água na vazão de 1m³/s do rio Paraopeba, bombeando para a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Sistema Serra Azul. Ocorre que a ETA está projetada para tratar água de boa qualidade proveniente do lago da barragem do Serra Azul pelo método de filtração direta. Devido à qualidade da água do Paraopeba ser inferior à qualidade da água do Serra Azul, a estação não consegue tratá-la. Assim, esse processo só terá eficiência quando se promover a adequação da ETA Serra Azul, cuja obra não foi prevista na citada licitação de R$ 25 milhões”.

O ex-diretor, no entanto, defende que no ano passado a Copasa buscou alternativas de novas fontes de produção, e a transposição de mil litros por segundo de água do rio Paraopeba para o sistema Serra Azul foi a mais eficaz. “É um reforço emergencial para evitar o desabastecimento da região metropolitana no segundo semestre deste ano”, alega. A obra foi projetada, a outorga para exploração desse volume adicional no rio Paraopeba foi obtida, e os recursos financeiros, captados pela Copasa junto ao BNDES.

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