Espontaneidade marca atual edição da atração

Especialistas afirmam que confinados do reality show chamam mais a atenção

iG Minas Gerais |


Douglas foi um dos que tomaram atitudes incomuns no programa
Globo
Douglas foi um dos que tomaram atitudes incomuns no programa

São Paulo. Prestes a completar um mês no ar, o “Big Brother Brasil 15” (Globo) tem explorado polêmicas dentro e fora da casa e chamado a atenção do público com participantes considerados comuns, diferentes das gostosonas e dos saradões das outras edições.

“A seleção, desta vez, foi diferente. Por isso, o resultado é esse: pessoas mais dispostas ao conflito, que fazem revelações polêmicas e não têm tanto a perder por participar do reality show”, comenta o psicólogo Diego Bragante. “Esses confinados não têm filtros. Eles falam coisas sem imaginar como serão vistos do lado de fora”, complementa.

Foi assim com o motoboy Douglas, que, além de tomar banho pelado no primeiro dia de confinamento, na semana em que estava no paredão revelou que havia agredido uma ex-namorada. Ele foi eliminado da disputa com 63% dos votos. “Não sei se a declaração que fiz foi decisiva para a minha saída, mas ela foi pesada. Eu contei uma história que aconteceu há 13 anos”, afirmou Douglas.

Segundo o pesquisador de TV da Universidade de São Paulo (USP) Claudino Mayer, os participantes são mais espontâneos nesta edição do “BBB”. “Eles se sentem muito à vontade para contar suas histórias, como se fosse um bate-papo em um bar. Pessoas comuns fazem isso”, diz. “Se fossem aspirantes a artistas ou pessoas do meio, eles tomariam mais cuidado, iam medir as palavras”, completa.

Para Mayer, isso também explica o fato de os competidores não demonstrarem receio ao aparecer com as partes íntimas em frente às câmeras. É o caso do brother Fernando, que não fez questão de esconder que estava excitado enquanto tomava banho com Aline, nem tampouco de mostrar que eles sujaram o edredom quando o clima esquentou entre eles no quarto.

“Por ser a 15ª edição do ‘BBB’, não é mais novidade. Os participantes estão acostumados com câmeras vigiando e, para o público, não é mais surreal. Hoje, temos câmeras nos vigiando o tempo todo”, diz Elmo Francfort, pesquisador do Museu da TV.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave